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Balneário Camboriú

Não há o que não haja

Quando Pedro, o grande Tsar da Rússia, morreu em 28 de janeiro de 1725, sua mulher Catarina fez aquele país entrar na era dominada por mulheres no governo. Para uma nação de pulsos firmes e sangue nas mãos, ela conseguiu ser a protagonista de uma Nova Rússia para aquele povo, com muita luta e imposição.

As mulheres sempre encontraram imensas barreiras para construir um exemplo bom em suas vidas grávidas, ou com sangue no olho. 

Mesmo após casos como o de Catarina a Grande, acabamos por saltar aos nossos dias, com gestantes de 11 anos, colocadas sob suspeita de fraqueza por não suportarem ficar mais um pouquinho com o feto. Para casos como esses, psicólogos criaram a Ludoterapia, que é o nome da terapia voltada para o tratamento psicológico de crianças traumatizadas.

Outras mulheres mais adultas e graduadas, levam um soco no olho que as deixam vermelhas de dor, tristeza e raiva pelo evento machista, misógino, acovardado, provocado por um procurador preparado para o ataque não verbal, um ser de garras sujas de sangue, de ignorância, um andarilho irracional, que não deveria ser associado à raça animal, porque passa à margem de quem pensa mais razoável. 

Essas mulheres são as almas que penam num caminhar lamentável, e que foram vítimas de algo maior ou anterior a suas intenções. Tão grande e persistente que não cremos ser real, e repetitivo.

O limite do desejo transforma outras vidas que penam por um sonho às vezes sem limites. 

O que deveríamos buscar é “a felicidade como prazer, bem-estar, harmonia e simetria” entre as pessoas. Esse é o conceito de Ataraxia que nos parece bem distante de nossa era. O termo foi utilizado pelo Filósofo Demócrito, em 340 a. C., mas foram os epicuristas, os céticos e os estoicos que puseram a Ataraxia no centro de seu pensamento. 

Embora também tivessem visto como algo desejável, e frequentemente utilizado essa palavra na qualidade de “ausência de preocupação”, sempre foi o objetivo de vida dos epicuristas, sendo análogo ao estado almejado pelos sábios estoicos. 

Mas a apatheia (apatia), que é “ausência de paixões”, e que não deve ser confundida com o diagnóstico de apatia no sentido psicológico, caracterizado por uma perda de sensibilidade da pessoa em relação aos estímulos cotidianos, parece ser um pouco da explicação que leva indivíduos a agirem pesado contra mulheres. Eles precisam atacar alguém para escapar de suas vidas rasas, inúteis e sem sentido. 

A falta disso tudo em nosso entorno febril das atividades mundanas, faz com que usemos frequentemente a expressão, “não há o que não haja”, como dor e violência, aos corpos e mentes das mulheres. 

Uma teimosia insaciável pelo prazer em destruir mentes mais preparadas, ou abusar, se aproveitando de algumas tão frágeis como o vidro.

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Raul Tartarotti
Raul Tartarotti
Engenheiro Biomédico e cronista.
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