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Balneário Camboriú
Raul Tartarotti
Raul Tartarotti
Engenheiro Biomédico e cronista.
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Viver com medo, é ser escravo

O precursor da carta dos direitos humanos, foi o Cilindro de Ciro que é uma peça rara cunhada em forma de barril e argila cozida, descoberto nas ruínas de Babilônia, na Mesopotâmia, em 1879. 

Ele foi criado em vários estágios, mede 22,5 cm por 10 cm no seu diâmetro máximo. Data do século VI a.C. (539 a.C.), e o texto talhado em sua estrutura elogia Ciro, o Grande, e lista sua genealogia como um rei de uma linhagem de reis. Nele foi declarada a liberdade de religião e a abolição da escravatura, apesar de que alguns estudiosos e o Museu Britânico, rejeitem essa interpretação de protagonismo sobre as normas que reconhecem a dignidade humana.

Porém, seu brilhantismo salta aos olhos e mantém informações importantes sobre a liberdade dos homens, já pensada naquela época mais primitiva de nossos povos.

A ideia de estabelecer “direitos humanos”, tem origem no conceito filosófico de direitos naturais, que seriam atribuídos por Deus porque são as normas que reconhecem e protegem a dignidade de todos. 

Os direitos humanos regem o modo como os seres individualmente vivem em sociedade e entre si, bem como sua relação com o Estado e as obrigações em relação a eles.

A “Declaração Universal dos Direitos Humanos” é um dos documentos básicos das Nações Unidas, e nela são enumerados os direitos que todos possuem, de ir e vir livres em sociedade com dignidade, com espírito de fraternidade.

Esse curto espaço de tempo, nossa vida, que é o intermédio entre o tempo e a eternidade, nos foi concedido para usufruir com fraternidade e pulsão pela paz, por isso, devemos lembrar que ninguém deverá ser mantido em escravidão ou servidão; e que devem ser proibidos em todas as suas formas.

O escritor e filósofo germânico, Georg Wilhelm Friedrich Hegel, nos deixou uma frase cunhada em um de seus livros dourados: “viver com medo é ser escravo”, é por isso que o escravo não se rebela, e acaba por não perceber que sua vida já é puro sofrimento. 

Diante de rebelar-se e morrer, ou submeter-se e sofrer, o escravo encontra uma nova forma de liberdade, desenvolvendo melhor consciência pessoal.

Valorizando a equidade e não a igualdade, encontramos menos dor e sofrimento, mais realizações e benesses aos que teimam em respirar em nosso planeta azul. 

Frutos do amor, não poderíamos deixar de nos submeter ao amor sem ressentimentos, mas sim do resultado de mãos estendidas, que poderiam ser as suas.

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