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Balneário Camboriú

Tempo de despertar

Raul Tartarotti*
Os livros de muitas vidas, escritos por gênios do conhecimento humano, nos levam ao espanto, algumas vezes incompreendido, por tamanhas façanhas realizadas, ao bem de outrem.

Médicos, sociólogos, filósofos, pensadores e aqueles que na mistura de suas essências, expuseram ideias e façanhas no papel. Lições pra que possamos apreciar, os bons gestos de humanos nobres, copiar, e aprimorar tudo quanto possível se sirva de bem, pra que melhor entendamos a alma carente.

O filme “Tempo de despertar” mostra a ausência do mundo, por parte dos doentes, que lá pairam num estado de torpor, longe de si mesmos, sem vida, brilho, sequer vivos parecem estar. Robert de Niro representou brilhantemente, o paciente protagonista, que sofria de uma paralisia cerebral, mas acabou evoluindo para o Parkinson.

O médico Malcom Saber, interpretado pelo já falecido Robin Williams, nos mostrou a dedicação insistente em fazer o bem a quem o espera, e clama em silêncio. Utilizando um remédio experimental, retirou aqueles pacientes, do estado catatônico que viviam há trinta anos. Pena não ter sido bem-sucedido.

Outro médico muito dedicado, e também á filantropia, construiu no meio do nada um hospital, no Gabão, na África.

Em 1950 o dr Albert Schweitzer deixou a Europa para dar saúde as pessoas sem comida, que por vezes nem poderiam ser chamadas de gente, tamanha carência de tudo que viviam. Ele não tinha recursos iniciais, improvisou um consultório num antigo galinheiro e atendeu seus pacientes enfrentando obstáculos como o clima hostil, a falta de higiene, o idioma que não entendia, a carência de remédios e instrumental insuficientes. Buscou fundos, conseguindo finalmente construir seu hospital. E chegando ao topo de sua existência, foi agraciado com o Prêmio Nobel da Paz em 1952.

Aos desafios que podem surgir às nossas mãos, não há limite de tempo, nem tamanho, que não possam ser agregados em nossas vidas como tarefa de uma obra. Podemos iniciar a qualquer momento, retirando os olhos do espelho. A utilidade de nossa própria existência, encontramos no envolvimento com o outro, será que sabemos o que é viver? Charles Darwin nos escreveu  após suas pesquisas que “Não é o mais forte que sobrevive, nem o mais inteligente. Quem sobrevive é o mais disposto á mudança”.

Por um tempo a biologia nos oportuniza respirar, caminhar, trabalhar, mas com o fechar da janela química, esgotamos nossos dias.  A quarentena nos ensinou tanto, expôs o que tínhamos escondido em nosso âmago e nos deu a liberdade de escolha de um remédio, ou de algum a ministrar a quem clama por você, uma oportunidade, ou ato contínuo de se dar.
– Me ajude. – Pode ser muito doído ouvir esse lamento, mas vem de alguém que honestamente abre sua guarda e entrega suas esperanças, num olhar lânguido e doído. O Espírito humano é mais forte que qualquer droga, portanto, inclua em seus comprimidos diários os amigos, família, e seu companheiros(as). Esses podem ser administrados com uma taça de vinho no jantar.

*Raul Tartarotti é cronista e Eng. Biomédico 

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