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Balneário Camboriú
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Artistas de Balneário Camboriú falam sobre a importância e destinação da Lei Paulo Gustavo

Fundação Cultural realiza a segunda audiência sobre a LPG nesta sexta, na Câmara Municipal

Nesta sexta-feira (16) vai acontecer mais uma audiência pública para tratar da Lei Paulo Gustavo, na Câmara de Vereadores de Balneário Camboriú. Desta vez, a audiência que inicia às 18h30, será comandada pela Fundação Cultural da cidade, como sequência das oitivas e reuniões com os artistas da cidade, já que são eles que decidirão como será aplicado o recurso que virá para Balneário Camboriú (R$ 1.255.892,48). 

Na terça-feira (13) a Fundação Cultural da cidade assinou o Termo de Adesão referente à Lei Paulo Gustavo. Esse é mais um dos passos necessários para o recebimento da verba destinada à LPG. 

Trata-se de um compromisso firmado entre o município de Balneário Camboriú e o Ministério da Cultura. 

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Nesta reportagem, o jornal ouviu artistas sobre a LPG, que opinam sobre a importância da Lei e o que esperam dela. Acompanhe abaixo.

“A lei é símbolo de resistência!”

Kauan Quadros, a Dona Hermínia de BC

“As oitivas e audiências sobre a Lei Paulo Gustavo estão sendo incríveis e muito necessárias para desmistificar toda e qualquer informação falsa ou enganosa. A lei garante que todo setor cultural e artísticos será beneficiado e principalmente artistas que estão no recomeço ou começo de suas carreiras interrompidas pela Covid-19, o que me faz acreditar e confiar no amanhã, pois a lei é um resgate! 

A lei é símbolo de resistência! A lei hoje, para nós artistas, é de que Paulo Gustavo é presente e ele sempre estará à frente dos artistas que lutam pela arte dia após dia. Como ele disse “A arte transforma, alivia, cura e traz esperança para vida da gente, muito amor gente!”. Diante disso, eu, Kauan Quadros, me sinto muito honrado em ser ‘o cover do Paulo Gustavo’, pois para mim esse legado se mantém vivo, interpretando sempre, hoje e agora! 

Paulo Gustavo é necessário! O PG é minha inspiração, minha fonte inesgotável de ideias. Entendi que seu legado não ficou para as pessoas, ele ficou nas pessoas! Só tenho a agradecer de todo meu coração a esse grande cometa que é o PG. 

Ele mudou minha vida mesmo não estando mais em nosso plano. E é isso o que quero lembrar, recordar e fazer enquanto eu tiver vida, pois ser o cover do Paulo Gustavo me transformou, me curou! 

O mundo precisa de paz e a arte é a solução para tanta dor porque somente o sorriso é capaz de resistir e nos manter firmes e unidos sempre”.


“De extrema importância para auxiliar a retomada econômica do setor”

Monique Neves é atriz, palhaça, professora de Teatro, escritora e produtora cultural da Cia As Mareadas e Primo Atto Produções 

“A LPG é uma Lei Emergencial que surgiu em razão da pandemia da Covid-19, a qual afetou diretamente as atividades produtivas de todo o setor cultural. Neste sentido, até hoje, mesmo com o fim da pandemia e volta das atividades, os artistas e fazedores culturais ainda estão sofrendo as consequências das paralisações. 

Por isso, a lei é de extrema importância para auxiliar a retomada econômica do setor. É importante salientar que esse recurso vem do próprio fundo da cultura, uma verba federal que não foi utilizada nos anos anteriores, por tanto, da cultura para a cultura. 

Durante todo o processo de construção e implementação da lei, a classe artística tem participado e contribuído. É essencial que os artistas sejam ouvidos, como tem acontecido, através de oitivas federais, estaduais e municipais, pois são os próprios artistas que conhecem as dificuldades, as lutas, as fragilidades que encontram em sua trajetória. 

Esta é a importância do diálogo, para que junto com o poder público, o setor possa encontrar quais são as melhores ferramentas e caminhos para que os recursos cheguem às pontas, aos artistas e fazedores culturais que necessitam ser alcançados, e assim a lei possa auxiliar o maior número de pessoas possíveis. 

Além de catalogar, identificar e reconhecer fazedores culturais de todas as regiões e das mais diferentes linguagens culturais. Com isto, foram formados comitês para as discussões e encaminhamentos deste recurso e formalizar editais culturais que serão utilizados para a distribuição de projetos. 

Em Balneário Camboriú, temos o envolvimento das câmaras setoriais e Conselho de Políticas Públicas Culturais, da Fundação Cultural e de toda a classe artística que está se mobilizando e organizando-se para receber este recurso da melhor maneira possível. 

Importante também lembrar que a Cultura não é apenas entretenimento e lazer, como muitos pensam. 

É também isto, porém a Cultura faz parte da economia do país, e representa 3% do PIB nacional, isto é uma fatia maior do que o setor automobilístico, para se ter ideia. 

Portanto, existem milhares de famílias e trabalhadores que dependem deste setor para sua sobrevivência, seu sustento e sua dignidade. 

Além disso, a cultura fomenta o ato de pensar, refletir, analisar, criticar, evoluir, para além de bens materiais, mas como sociedade e seres humanos e pensante que somos. Traz leveza e beleza à vida, que por vezes pode parecer dura e pesada, até mesmo para os próprios fazedores da arte”.


“Ajudará muito a todos os artistas locais”

Thyago Souza, psicólogo e cosplayer do Homem-Aranha em Balneário Camboriú

“Acho muito importante a atitude dos nossos vereadores e Fundação Cultural, convidando os artistas locais a participar dessas audiências, tornando-as públicas e acessíveis para todos, pois dessa forma nos sentimos próximos e participantes ativos da construção e implantação desta nova lei em nosso município. 

A chegada da Lei Paulo Gustavo em nossa cidade, sem dúvidas ajudará muito a todos os artistas locais, pois dessa forma haverá a liberação de verba que será destinada exclusivamente à criação de conteúdos audiovisuais, como peças teatrais, curtas-metragens, eventos e feiras relacionados à arte e cultura, entre outros. 

Hoje tenho minha profissão, sou psicólogo e tenho meu emprego. 

O Homem-Aranha para mim é mais um hobby do que propriamente um trabalho, porém sabemos que há pessoas em nosso município que vivem exclusivamente da arte, que é de onde tiram sua renda. 

Pensando nesse sentido, a lei Paulo Gustavo além de proporcionar um amparo financeiro e melhores condições ao artista, auxiliará na mudança de pensamento e no preconceito de algumas pessoas no que diz respeito à forma com que parte da sociedade enxerga o artista de rua, visto que alguns companheiros já me relataram inclusive terem sido humilhados nas ruas. 

Frases como “deixa de ser vagabundo, vai trabalhar”, infelizmente ainda são ouvidas por alguns colegas e isso tem que parar. O artista de rua merece e precisa ser reconhecido como cidadãos que trabalham sim, e muito, dedicando-se para desenvolver sua performance e levar interação e alegria para a população pelas ruas da cidade. Queremos ter o nosso trabalho artístico respeitado e reconhecido, e essa lei veio para auxiliar nesse sentido”.


“Acho que os trabalhos começaram atrasados”

Gabriel Gallarza é arquiteto, produtor cultural e fotógrafo

“O setor cultural foi um dos mais impactados pela pandemia de Covid-19. Ao longo deste período, a classe trabalhadora da cultura sofreu, além dos impactos diretos, como a morte de artistas e profissionais diversos, com a necessidade de quarentena e as restrições de contato social, impossibilitando a realização de muitas atividades e trabalhos. Isto fez com que muitas famílias ficassem completamente descapitalizadas e profundamente desestruturadas. 

Nesse sentido, a Lei Paulo Gustavo tem uma enorme importância para iniciar a reorganização econômica do setor. É um auxílio emergencial, necessário e urgente. 

Não deve ser interpretado como um recurso de fomento e estímulo, como são os recursos tradicionais dos editais de cultura. Por isso, deve ser de amplo alcance, atendendo ao maior número possível de trabalhadores, sem mérito ou julgamento de valor para quem deve chegar. 

É um direito e é importante a todes. Mesmo àqueles que não são produtores culturais e que já estão acostumados com as burocracias de editais, deve ser distribuído por meios simplificados e acessíveis. Vale destacar, que este recurso já estava reservado em um fundo do setor audiovisual, ou seja, não houve transferência de outras fontes. É recurso da cultura e deve ser distribuído com celeridade e compromisso com a emergência que o momento pede. Incluindo, também, o fato, já comprovado, de que um recurso investido na cultura gera mais de dezena de recursos na economia da sociedade. Além do bem-estar de todes, é claro. 

Em tempo, agradecemos saudosamente o gigante artista Paulo Gustavo, por seu brilhante trabalho, sabendo que esta Lei está em sintonia com a grandeza de seu legado. 

Bom, quanto à Balneário Camboriú, acho que os trabalhos começaram atrasados, houve poucas oitivas, o que acaba por manter os mesmos profissionais de sempre, aqueles mais habituados com os editais, vinculados aos debates. 

Faltaram mais apresentações de esclarecimento e mais encontros, o que estimularia uma participação mais democrática e horizontal dos profissionais da cultura”.


“Uma grande evolução”

Sandy Mel Krefta de Miranda, estilista e também é a Mulher Maravilha

“Estive na reunião no dia 2 de junho, para conhecer melhor sobre a LPG. Acho muito importante esse apoio e incentivo aos artistas locais, mas acho extremamente importante, as empresas e artistas que têm mais acesso sobre a LPG, fazer inclusão dos artistas de rua e cosplayer que nunca são lembrados para compor eventos artísticos na cidade, e quando são lembrados querem que o artista vá de graça! 

Acho a LPG uma grande evolução para a cultura e desenvolvimento cultural na cidade, já que as pessoas ainda estão aprendendo a frequentar espaços como teatro e eventos artísticos! Espero que através desses recursos vindo do Governo Federal, seja distribuído de forma igual a todos para oferecer mais empregabilidade e oportunidades para os artistas locais”.


‘Recursos devem chegar a quem realmente precisa

André Gevaerd, cineasta e presidente do Conselho Municipal de Política Cultural de Balneário Camboriú

“A Lei Paulo Gustavo surgiu como medida emergencial com a proposta de ações voltadas aos profissionais e artistas da cultura, com objetivo de enfrentamento das consequências sociais e econômicas no setor audiovisual, ao qual é destinado 70% dos recursos, e das demais artes, que ficou com 30% dos recursos. Com as notícias de encaminhamentos do Governo Federal em março/abril de 2023, o município de Balneário Camboriú e os produtores e artistas logo se movimentaram para garantir que os recursos chegassem àqueles a quem realmente se destina esse auxílio emergencial. 

Apesar de todo o ruído gerado por motivos redundantes de pura politicagem, que poderiam muito bem ficar para outro momento, as oitivas, reuniões, grupos de trabalho foram um imperativo e a transparência nos processos também é unânime. 

Considero que todos aqueles que sabem o que o setor realmente precisa, estão fazendo um ótimo trabalho na construção de editais aos quais poderemos todos entender representar a consideração de profissionais preparados, mas também a opinião de amadores interessados, o que é um bom começo. 

Só fica a dúvida se o resultado disso será uma oportunidade para de fato recuperar os setores atingidos ou simplesmente mais um breve capítulo de ações que se perderão como lágrimas na chuva”.

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