Festival Burlesco teve casa cheia e organização anuncia novas edições em Balneário Camboriú

“Adoraram conhecer o burlesco, ficaram encantados com a arte e perderam a visão errada”, diz Jacque Babalu, uma das organizadoras 

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O primeiro festival burlesco realizado em Balneário Camboriú, que aconteceu no último fim de semana, teve saldo de bom público, diversidade no palco e um sentimento de resistência. O evento, que inicialmente seria realizado inteiramente no Teatro Municipal Bruno Nitz, enfrentou polêmicas após a prefeitura barrar sua realização no espaço público. Uma decisão judicial garantiu a realização no teatro, onde ocorreu a abertura e posteriormente a programação seguiu na Arthousebc, espaço cultural da cidade.

Jacque Babalu, uma das organizadoras, conta que foi um ato de resistência e ficaram muito felizes de realizar o projeto apesar de toda a campanha contra. 

“Mesmo assim, todos os dias lotou. O festival atraiu pessoas de várias idades, tanto nas oficinas quanto nas apresentações. Tivemos casais de idosos participando, uma senhorinha comentou que o festival tinha que estar cheio de mulheres porque é empoderamento feminino. O burlesco tem espaço para todos, foge do padrão de beleza estabelecido pela mídia e marcas. É a forma que a maioria de quem se sente fora desses padrões irreais encontra para se expressar”, explicou.

Somente a abertura do festival aconteceu no Teatro Municipal (Foto Wefilm2U)

As apresentações misturaram dança, teatro, palhaçaria e múltiplas linguagens. A cena também uniu artistas de diferentes estados e países: Pará, São Paulo, Rio de Janeiro, Bahia, Rio Grande do Sul, Paraná, Santa Catarina, e até do Chile. Entre os destaques, estavam nomes reconhecidos do burlesco contemporâneo, como Miss G, Anita Malcher, DFenix e Petit Cappuccine. A presença da antiga vedete Dorothy Boom, de 75 anos, emocionou o público.

Nova cena em Balneário

A repercussão superou as expectativas dos organizadores. “Quem foi já está pedindo um próximo. Adoraram conhecer o burlesco, ficaram encantados com a arte e perderam a visão errada. Vimos que existia uma curiosidade e surpresa positiva”, contou Jacque.

Mesmo após a polêmica, a parceria com a Arthousebc deve continuar. 

“Vamos fazer a segunda edição, sim! Gostamos muito de fazer lá e achamos que é o lugar perfeito. A parceria continua se o André (Gevaerd, dono do espaço) quiser. Mas vemos que uma noite no teatro ao menos, como fizemos neste ano, também é importante”, pontuou.

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Jacque com DFenix, um dos organizadores (Foto Wefilm2U)

Além das apresentações, o festival deixou como legado a proposta de formar novos artistas em Balneário Camboriú. Oficinas e workshops de burlesco já estão sendo planejados em parceria com escolas de dança locais. 

“Começamos com o festival e vamos continuar. Já temos escolas parceiras que vão receber turmas e vamos trazer essas artistas maravilhosas para compartilhar essa arte com a cidade”, concluiu Jacque.

A organização: Staff Jéssica, Rita D´libra tradutora, Salomé, Jacque Babalu e Diovana Gueller (Foto Wefilm2U)
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