(FOLHAPRESS) – Os economistas ouvidos pelo Banco Central mantiveram a expectativa de um novo corte na taxa de juros na reunião do Copom (Comitê de Política Monetária) desta semana e esperam que a inflação termine o ano abaixo de 5%.
O boletim Focus, divulgado nesta segunda-feira (14), aponta que a Selic terá uma redução de 0,25 ponto percentual, indo a 13,75% ao ano, seguindo o que já vem sendo esperado desde a última reunião realizada em agosto. Os economistas acreditam que esta será o último corte em 2026 e esperam que a taxa termine o ano em 13,75%.
O mercado também manteve as previsões dos juros para os próximos três anos em 12% (2027), 10,5% (2028) e 10% (2029).
O levantamento ainda mostrou que os analistas preveem que a inflação terminará o ano a 4,9%, uma redução de 0,1 ponto percentual em relação à semana passada. Porém o índice ainda está acima do teto da meta de 3%, com tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos.
É a primeira vez desde 18 de maio que o Focus aponta o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) abaixo de 5%. Na ocasião, os economistas previam que a inflação terminaria o ano a 4,92%. Depois disso, foram sucessivas semanas de alta, sendo que o ápice foi de 5,33%, previsão feita em 22 de junho. A partir daí, a perspectiva passou a cair gradualmente até atingir os 4,9% desta semana.
Porém o mercado elevou a expectativa do IPCA para o próximo ano de 4,29% para 4,30%, mas manteve as previsões para 2028 e 2029 em 3,8% e 3,5%, respectivamente.
A mudança ocorre depois de o IPCA registrar queda de 0,32% em agosto, segundo dados divulgados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) na sexta-feira (11).
Essa deflação foi puxada pelo recuo na conta de luz, que teve alívio temporário do bônus de Itaipu. Também houve reduções nos preços de passagem aérea, parte dos alimentos e combustíveis.
Outra mudança ocorreu no PIB (Produto Interno Bruto), com a perspectiva para este ano caindo de 1,93% para 1,89%. É o menor número desde 25 de maio. Já o dólar deve fechar o ano cotado a R$ 5,20, previsão que vem sendo mantida há 13 semanas.

