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Mercadante fala em estimular indústria naval sem erros ‘que não foram pequenos’ no passado

O presidente do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), Aloizio Mercadante, afirmou nesta segunda-feira (29) que a instituição abrirá um edital de estudos para discutir a capacidade do Brasil na área de construção naval.

De acordo com ele, a ideia é ouvir estudiosos e representantes do setor para ter um “diagnóstico rigoroso”. Mercadante voltou a defender a retomada de projetos no setor, embora tenha reconhecido que erros cometidos no passado “não foram pequenos”.

As declarações ocorreram em um seminário organizado pelo BNDES, no Rio de Janeiro, em parceria com a FGV (Fundação Getulio Vargas). A agenda foi anunciada para discutir a transição energética no mar.

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Medidas de estímulo à indústria naval em gestões anteriores do PT (Partido dos Trabalhadores) foram alvos de críticas de uma ala de economistas que apontava falta de competitividade do Brasil nessa área.

“Vamos abrir um edital de estudos, aí já convido a FGV e outras universidades. Temos de fazer um diagnóstico rigoroso sobre qual é a nossa capacidade de construção, qual é a nossa expertise, ouvir todos os segmentos da engenharia naval”, disse Mercadante.

“Não repetir erros que já tivemos, e não foram pequenos. Mas temos uma curva de aprendizado. Nós recusamos a ideia de que o Brasil não tem como entrar nesse setor”, acrescentou.

O ciclo de investimentos na indústria naval foi interrompido após a descoberta de esquemas de corrupção investigados pela Operação Lava Jato.

Em meio a esse cenário, estaleiros atravessaram ondas de demissões em massa no país. A reativação das atividades é uma promessa de campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

“Vamos fazer um edital e convidar os estudiosos para ouvir todos os segmentos empresariais envolvidos, ver nossa capacidade e quais são os nichos em que temos possibilidade de avançar, especialmente na descarbonização da navegação”, afirmou Mercadante.

De 2023 para 2024, o BNDES projeta um crescimento de 833% nas contratações de financiamentos para a indústria de navegação via Fundo da Marinha Mercante. A previsão é passar dos R$ 707 milhões registrados no ano passado para R$ 6,6 bilhões neste ano.

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O valor havia sido de R$ 491 milhões em 2022, segundo o banco. Os dados envolvem desde projetos de infraestrutura e logística até a área de petróleo e gás.

Em janeiro, Mercadante já havia afirmado que o Brasil deveria retomar a construção de navios, sem esquecer erros cometidos no passado.

Para ele, o país tem de encarar o desafio de descarbonização da frota marítima nos próximos anos, uma exigência da IMO (Organização Marítima Internacional), o organismo da ONU (Organização das Nações Unidas) responsável pela regulamentação do transporte marítimo.

O evento realizado pelo BNDES nesta segunda-feira contou com a presença do secretário-geral da IMO, Arsênio Velasco. Ele destacou o potencial do Brasil na área de transição energética, o que poderia beneficiar a descarbonização de embarcações.

“Todos sabemos que existe uma crise climática. As organizações continuarão a exercer ações, mas o que vocês fazem para apoiar o que nós fazemos é muito importante”, disse Velasco em uma apresentação para a plateia presente no evento, que ocorre na sede do BNDES.

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