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Em SP surfe, tênis, haras e spa chegam aos imóveis em meio a onda wellness

Na disputa por compradores de imóveis novos, já não basta oferecer piscina e academia. O conceito de bem-estar -frequentemente apresentado com o nome em inglês, wellness – se tornou um ativo importante no rol de benefícios oferecidos e ultrapassa os limites do segmento de alta renda.

Em Santo André (ABC), a quadra de tênis de grama sintética (um tipo especial, de trama mais fechada do que a convencional) é o destaque do empreendimento da Living, marca do grupo Cyrela voltada à classe média.

Uma quadra igual à do condomínio foi montada no lançamento, e entusiastas do esporte puderam testar o espaço sob a supervisão de Flávio Saretta, campeão pan-americano de tênis.

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A decisão pela grama sintética atendeu a dois critérios. Um deles, prático, é a facilidade de manutenção e durabilidade. O outro, é simbólico: o torneio de Wimbledon é o único grand slam disputado sob grama -nesse caso, natural.

Segundo Felipe Cunha, diretor de incorporação Living e Vivaz, em um mercado competitivo como o da classe média, ter um pacote calibrado de benesses pode ser o diferencial na tomada de decisão. A situação econômica instável também exige mais cuidado na composição de serviços —o equilíbrio entre despertar o desejo e ficar dentro do orçamento.

“Não é porque é uma marca de média renda que não vai ter o apuro estético da alta renda” , diz Cunha.

No projeto do ABC, outros 30 espaços integram o pacote de bem-estar. Há piscina de 30 metros, deck molhado, SPA, solarium, academia e o segmento chamado de “private pool house”, uma área social em que os moradores podem receber convidados.

João Paulo Laffront dos Santos, diretor de incorporação, comercial e marketing da Even, diz que, nos empreendimentos de alto padrão, a empresa tenta incluir uma quadra de tênis com medidas oficiais.

O esforço atende à percepção de que, nos clubes frequentados por esse público, as quadras dedicadas ao esporte sempre têm fila. Spa, sala de massagem, piscina com raia de 25 metros (medida semiolímpica) e, mais recentemente, quadras de beach tennis são serviços fundamentais dos projetos.

No Esther, lançamento de agosto da Even no Jardins, em São Paulo, os “espaços para ser feliz”, segundo o material de divulgação da incorporadora, incluem ainda saunas seca e úmida, duas academias (uma delas com terraço integrado) e espaço para pets.

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Quem trabalha no mercado vê o conceito do wellness se espraiando também para questões ambientais. Para Silvia Traldi, gerente de projetos da Brasal Incorporações, o uso de materiais ecológicos, certificações, inclusão de áreas verdes e sistemas construtivos sustentáveis passarão a ser habituais.

Na alta renda, sistemas de tratamento de resíduos e ações contra o desperdício de água e de energia elétrica estão no rol de diferenciais dos lançamentos.

No projeto da Even Casa Alto de Pinheiros, por exemplo, o paisagismo usa água da chuva e a rede de energia recebe LEDs, com menor consumo e maior vida útil.

Gustavo Favaron, CEO da 8Capital Group, diz que, quanto maior o ticket, maiores as possibilidades de serviços de bem-estar. Porém, mesmo projetos do segmento econômico preveem áreas reservadas ao coworking e espaço pet, por exemplo.

Outra tendência são os condomínios-fazenda, construídos em áreas maiores, fora da cidade, mas com acesso facilitado aos grandes centros.

A menos de duas horas de distância da cidade de São Paulo, o condomínio residencial Fazenda Vista Verde, em Araçoiaba da Serra, terá vinhedo, minifazenda, haras e piscina com ondas artificiais. Segundo Adrian Estrada, CEO da Luan Investimentos, o projeto foi idealizado para atender às famílias de executivos no pós-pandemia, que buscavam cidades próximas a centros urbanos e financeiros.

“Antes, executivos moravam nesses entornos e iam e vinham para os grandes centros. Hoje, eles continuam nesse movimento, mas cada vez mais casais jovens têm se mudado para já iniciar a vida nesses locais”, afirma. “Na maioria, são profissionais liberais e empresários de diversos segmentos.”

A entrega do Fazenda Vista Verde está prevista para 2027. Serão cerca de 500 lotes privados com, no mínimo, 2.000 m² cada e um hotel boutique do grupo Vik Retreats em Araçoiaba da Serra. No total, o empreendimento ocupa 4 milhões de m².

Tanto os moradores quanto os hóspedes terão acesso ainda a campo de golpe, SPA, heliponto e outros espaços ao ar livre. O valor das diárias do hotel e do metro quadrado residencial ainda não são divulgados.

É o quarto empreendimento de alto padrão wellness da construtora e incorporadora próximo a grandes centros urbanos do país. Em Guaxupé (MG), o condomínio clube Bourbon tem lotes a partir de 330 m², ciclovia, pista de cooper e bosque privativo.

Na Bahia, a cinco minutos do centro de Paulo Afonso, o Riviera Residence tem áreas comuns às margens do rio São Francisco. Em Palmas (TO), a empresa investiu em um residencial com campo de golfe para que os moradores realizem também encontros de negócios com lazer.

“O perfil varia de região para região, mas, de modo geral, há sempre piscina, quadras poliesportivas, centros gourmet, academia e áreas para eventos sociais”, diz Adriana.

Para o empresário a preocupação com a influência do ambiente na saúde não é uma moda passageira. Dados do Global Wellness Institute indicam que a tendência de projetos imobiliários que promovam qualidade de vida é mundial.

Segundo estudos do instituto, o mercado imobiliário de bem-estar era um mercado de US$ 225 bilhões (mais de R$ 1 trilhão) em 2019 e teve um crescimento explosivo durante a pandemia, atingindo US$ 275 bilhões (cerca de R$ 1,4 trilhão) em 2020.

A instituição estima que o preço de venda para empreendimentos residenciais focados no bem-estar seja em média até 25% maior do que os empreendimentos residenciais convencionais.

A Fazenda Boa Vista e o Boa Vista Village, do grupo JHSF, são precursores no segmento dos condomínios rurais de luxo. O objetivo é que o complexo, que inclui ainda o lançamento Boa Vista States e mais um quarto projeto futuro, reúna 45 mil habitantes nas próximas décadas em Porto Feliz, a cerca de 100 quilômetros de São Paulo.

O complexo da fazenda foi lançado no fim de 2007 e virou referência no nicho de empreendimentos de luxo e rurais. Há centro equestre, campos de golfe e de polo, quadras de tênis e de squash, clubes para crianças, fazendinha e trilhas para bicicleta, cavalgadas e caminhadas.

No Boa Vista Village o destaque é a praia e piscina para a prática de surfe. Segundo a incorporadora, é a primeira American Wave Machine da América Latina.

Com ondas feitas a partir da tecnologia Perfect Swell, a expectativa é atender praticantes iniciantes, intermediários e profissionais no complexo -como o surfista Ítalo Ferreira, convidado do grupo imobiliário.

“Só falta o cheiro da maresia, todo o resto conseguimos colocar em ambientação”, diz Thiago Alonso, CEO do grupo JHSF.

Às margens do rio Pinheiros, em frente à Ponte Estaiada, a JHSF constrói o São Paulo Surf Club. O empreendimento vai ocupar 35 mil m² e terá um clube com praia artificial e prédios residenciais ao seu redor. A expectativa é que todos os moradores queiram fazer parte do clube, que terá mil títulos à venda por R$ 850 mil.

“Entendemos que será um elemento imobiliário interessante a ser explorado. O esporte passou a ocupar um espaço muito importante na vida das pessoas, e as cidades grandes estão com cada vez menos espaço para a prática”, afirma Alonso.

(FOLHAPRESS)

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