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Balneário Camboriú
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Mesmo com reforma, telhado do colégio Dona Lili, na Barra, continua tendo problemas

Desde 2021 é de conhecimento que o Centro Educacional Municipal (CEM) Dona Lili, localizado na Rua Fermino Taveira Cruz, no Bairro da Barra, enfrenta problemas estruturais – mais especificamente no telhado do colégio, o que causa infiltrações. 

A prefeitura chegou a fazer uma reforma completa no local, mas mesmo assim os problemas persistem. A Comissão de Educação da Câmara de Vereadores esteve no colégio na segunda-feira (11).

Problemas na quadra e no prédio principal

O presidente da Associação de Pais e Professores (APP) do CEM Dona Lili, professor Ricardo de Pauli, e a presidente do Conselho Escolar, Andrea Teresinha da Silva, encaminharam uma carta pedindo providências à Comissão de Educação da Câmara de Vereadores, presidida pelo vereador Eduardo Zanatta e que tem como membros as vereadoras Juliana Pavan e Dani Serpa.

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No documento é relatado que, em fevereiro de 2017, ocorreu a interdição da quadra de esportes devido ao risco iminente de danos estruturais com quedas. 

Em maio do mesmo ano, a AMFRI (Associação dos Municípios da Foz do Rio Itajaí) desenvolveu e apresentou um projeto de reforma para a quadra. A reforma foi realizada em 2018 e entregue à comunidade, porém, desde então, pequenas goteiras têm sido um problema recorrente, mas em 2021, no retorno às aulas após a pandemia de COVID-19, os problemas aumentaram e se tornaram mais evidentes. 

No segundo semestre de 2022, uma nova reforma da quadra foi realizada, com a substituição de telhas. No entanto, após a entrega da obra, as goteiras persistem, o que impede as práticas esportivas em dias de chuva e prejudica eventos da comunidade.

Prédio Principal

No prédio principal, durante o breve retorno às aulas em 2020, nos meses de fevereiro e início de março (antes da pandemia de Covid-19), foi observado que as salas do piso superior do centro educacional foram afetadas por alagamentos, infiltrações e goteiras durante o período de férias escolares, resultando em problemas de mofo nas paredes e nos materiais escolares. Também foi identificada a presença de ‘barrigas’ nas lajes das salas de aula do piso superior. 

Um engenheiro vinculado à prefeitura constatou a necessidade de vigas invertidas para solucionar o problema das barrigas nas lajes e indicou uma reforma geral do telhado, incluindo a troca do madeiramento e das telhas. 

Foi encaminhado um e-mail em 26/02/2020 ([email protected].br) relatando todos os problemas do prédio principal. 

Durante o período de pandemia, quando a escola permaneceu fechada, os problemas pioraram, resultando em perda de materiais escolares devido a alagamentos e mofo nas salas de aula do piso superior. 

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Em junho de 2020, foi aberto o Memorando 19.135/2020 (Reforma Geral do Telhado) para solicitar a reforma completa do telhado.

Enquanto outras unidades escolares do município retornaram ao ensino presencial no início de 2021, parte do Centro Educacional Municipal Dona Lili continuou com o ensino remoto devido à infraestrutura do piso superior incapaz de receber alunos e funcionários. 

Na ocasião, uma reunião com a comunidade foi realizada e a Secretaria da Educação relacionou os danos estruturais da escola ao ciclone bomba, um fenômeno climático que ocorreu após o início das solicitações de reforma, ou seja, o ciclone pode ter potencializado o problema, porém não foi o seu catalisador. Foi prometido à comunidade que a reforma seria realizada e que as aulas voltariam ao normal após essa intervenção.

A reforma foi concluída e a escola retomou suas atividades em maio de 2021. A reforma incluiu a substituição das lajes do piso superior por forro com placas de isopor, bem como a troca do madeiramento e das telhas de cobertura do prédio principal. 

Telhado mofado por conta das infiltrações (Divulgação)

No entanto, após a entrega da obra, surgiram problemas relacionados à qualidade da obra, como placas de isopor frágeis e ineficazes no isolamento acústico entre as salas de aula, causando interrupções nas práticas pedagógicas. 

Placas de isopor mal colocadas (Divulgação)

As placas também se soltavam facilmente, e restos de obras caíam com frequência, colocando em risco alunos e funcionários. 

Além disso, o telhado novo apresentou problemas, independentes de telhas quebradas ou entupimento de calhas, resultando em goteiras nas salas de aula. Essas goteiras frequentemente se originam de luminárias, muitas das quais ficavam queimadas. Por conta das infiltrações do telhado (já que há problemas estruturais e quando chove acumula água), a escola estaria enfrentando alagamentos, mofo e até queda de partes do teto, além de lâmpadas queimadas por conta do contato com as infiltrações.

Pedaço do telhado (Divulgação)

Comissão de Educação confirmou a situação

O presidente da Comissão de Educação, Eduardo Zanatta, foi ao local junto com Juliana Pavan e Dani Serpa, na tarde de segunda-feira (11), e relatou que o problema que o colégio enfrenta é no telhado – tanto na quadra quanto no prédio principal, conforme a carta enviada pela APP e Conselho Escolar. 

“Mesmo com as reformas que o município fez, os problemas estruturais seguem, na segunda-feira, 4 de setembro, três salas sofreram com alagamentos. Em uma delas a placa de isopor desabou, com o professor dando aula, e quase atingiu alunos e os eletrônicos, como TV e computador”, diz.

Ele acrescentou que não há uma única sala na escola que não possui problemas no teto.

Ministério Público será acionado

Segundo Zanatta, a APP e o Conselho Escolar solicitaram que, além da Comissão de Educação buscar auxiliá-los, também denuncie a situação ao Ministério Público – e isso já está em andamento. 

“Há o entendimento de que a situação corre há anos e não foi resolvida, além de colocar a segurança de alunos, professores e servidores em risco. As reformas recentes não resolveram. Tem até pedaço de estrutura de laje quebrada no auditório, onde já desabou a estrutura. É complicado porque o governo manda a lei de diretrizes orçamentária, compra vagas na iniciativa privada, mas como fica a educação pública? É um descaso total”, disse, completando que a Comissão de Educação seguirá fazendo o trabalho, fiscalizando e atendendo a comunidade (o trio está visitando todas as escolas municipais, até o momento foram 12, faltam cinco para finalizar, e então irão apresentar um relatório com as análises feitas).

O que diz o secretário de Educação

O secretário de Educação de Balneário Camboriú, Marcelo Achutti, foi procurado pelo jornal e disse que acompanha a situação do CEM Dona Lili desde o começo – quando ainda era vereador [e da oposição]. 

“Na época, fui o único a apontar, o Página 3 noticiou a situação, e eu não fazia parte da Comissão de Educação. Lembrando que a prefeitura fez a reforma de todo o telhado, mas o problema continuou. Agora em 2023 eu vim para a Educação, notifiquei a empresa que fez a reforma e que não entregou um serviço de qualidade, continuou chovendo dentro, e agora estou penalizando a empresa, fazendo uma nova contratação emergencial para o reparo do telhado e vamos resolver”, salienta.

Achutti diz que não entende ‘como nenhum vereador viu’ a situação, já que é a mesma há anos e que já está buscando resolver. 

“Não vou mais entrar em discussão política, não vou mais debater. A visita no Dona Lili teve cunho político, porque o problema acontece desde 2021. Por que não questionaram a ex-secretária? [Marilene Cardoso]? Como que não teve visita da Comissão desde então? O problema só ‘reapareceu’ agora? É questão política. A situação do telhado vai ser resolvida agora”, acrescenta.

O secretário aproveitou para dar um ‘recado’ aos ex-colegas vereadores e membros da Comissão de Educação: 

“Por que não me ligam? Por que não me chamam para apresentar nosso plano de trabalho, obras que pretendemos fazer, todos os investimentos pautados? Quero que me convidem para apresentar os investimentos que são feitos na Educação, tudo o que fiz nesses seis meses que estou na Educação, ou será que não me convidam por conta do processo eleitoral?”, completa.

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