Servidores de Camboriú criaram comissão para negociar perdas salariais com prefeito

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O funcionalismo público de Camboriú decidiu em assembleia promovida pelo Sindicato dos Servidores Públicos Municipais (Sisemcam) criar uma comissão de quatro servidores do quadro geral e da educação, para voltar a negociar as perdas inflacionárias com o prefeito Elcio Kuhnen. 

Em caso de negativa por parte do Executivo, uma greve geral no município está prevista para os próximos dias. 

A vereadora Inalda do Carmo e os vereadores Vilson Albino, John Lenon Teodoro, Marcio Pereira e Amilton Bianchet, participaram da assembleia do Sisemcam e confirmaram apoio aos servidores. 

Orlando Soares Filho, presidente da Federação dos Trabalhadores no Serviço Público Municipal de SC (Fetramesc) e Jossias Rocha Coutinho, presidente do Sindicato dos Servidores de Barra Velha, também marcaram presença a convite do Sisemcam e reforçaram a importância do serviço público para a sociedade.

Dois anos de espera

Há dois anos sem receber os reajustes, o funcionalismo municipal que se mantém em estado de greve desde a semana passada, exige receber os índices que ficaram de fora do projeto de lei que dá 4% de reajuste referente à 2019 e vai ser votado nesta quinta-feira (23), na Câmara de Vereadores.

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“A categoria exige os 5,2% e o repasse do Fundeb para o magistério de 12,84%”, explica Luciana Sobota, Presidente do Sisemcam. 

Reivindicações para Reforma serão protocoladas no CamboriúPrev até dia 15

Outra deliberação aprovada em assembleia foi a data de 15 de outubro para a entrega das reivindicações para o Projeto de Lei que será realizado, segundo a CamboriuPREV, considerando as ponderações dos servidores públicos. 

“Vamos nos reunir com os servidores por categoria e   formalizar a proposta que tem como objetivo diminuir os impactos da reforma, que vemos como prejuízo para a nossa aposentadoria. Esperamos que o Instituto de Previdência realmente leve em conta nossas análises técnicas, mas principalmente, que valorize o servidor de Camboriú que não merece pagar pelo déficit nos cofres públicos”, finaliza Luciana Sobota.

Texto e fotos: Márcia Paranhos

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