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Página 3 entrevista: Rodrigo Teaser, artista brasileiro reconhecido como o melhor tributo ao Michael Jackson

Em junho deste ano vai completar 15 anos sem Michael Jackson, o Rei do Pop que deixou um legado e milhões de fãs espalhados pelo mundo. Um deles – o paulistano Rodrigo Teaser, está viajando pelo mundo homenageando o seu maior ídolo. Há 12 anos, Teaser apresenta o seu tributo, que já passou pela Broadway e até pela Copa do Mundo do Catar (Qatar Fifa Fan Fest), além de estar nos mais famosos programas de TV. 

O músico se apresentou na sexta-feira (1) pela primeira vez em Balneário Camboriú e, na manhã antes do show, conversou com a reportagem do Página 3, dividindo um pouco sobre como vê Michael e também o carinho dos fãs – incluindo uma nova geração formada por crianças e adolescentes que nem chegaram a acompanhar o Rei do Pop vivo.

(Foto Divulgação/Rodrigo Teaser)

Acompanhe:

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JP3: O Michael Jackson está muito atual. O medo que dizem que ele tinha de não ser uma lenda, na verdade, não se confirmou, né?

Rodrigo Teaser: Eu percebo que, assim, a gente como público nunca faz ideia do que se passa na cabeça do artista. E muita gente que trabalhava com o Michael deixa muito claro que, mesmo depois de atingir feitos que ninguém nunca tinha atingido, ele mantinha uma certa insegurança em relação à imortalidade da obra dele. E é uma coisa que, assim, lá atrás, enquanto ele estava aqui com a gente, a gente não tinha noção, mas depois ficou muito mais evidente, porque, depois que ele se foi, a gente teve uma explosão de artistas, Bruno Mars, The Weeknd, a própria Dua Lipa, o próprio fenômeno do K-Pop, são questões muito variadas, não é só uma influência musical, mas como a estrutura musical é construída, a forma de se apresentar, a forma de dançar, de se vestir… então a gente tem artistas reverenciando a obra do Michael desde esses nomes que eu falei como também a Lady Gaga, Beyoncé. Ele é um artista que continua atual, como as criações dele continuam atuais – os temas e as letras e tudo o que ele cantava lá atrás continuam atuais. Agora mesmo saiu o documentário de We Are The World e um monte de gente descobriu a música. Tem músicas do Michael que falam sobre a questão do meio ambiente, sobre união dos povos… ele canta temas que espero que um dia, a gente possa olhar para trás e falar ‘nossa lembra naquela época que a gente não entendia’, mas por enquanto essas músicas ainda fazem sentido, porque fala sobre a união de povos, de tolerância, respeito e são assuntos que hoje fazem parte das redes sociais, são motivos de discussões e eu acho que toda vez que a obra dele é colocada dentro desse universo, ela se torna de novo atual e presente.

JP3: Como você vê que, querendo ou não, o Michael tem uma certa magia ao redor dele, desde Neverland, esse misticismo que existe, assim como também tem com o Elvis, Marilyn… como você vê isso?

Rodrigo Teaser: Eu acho que esses artistas – Elvis, Michael, Chaplin, Marilyn Monroe, atingiram um nível tão absurdo de fama, de aceitação, de idolatria num período onde não existia o contato direto, né? Hoje a gente segue o artista, se ele quiser ele pode mostrar o dia a dia dele, a vida dele. O Michael não teve nada disso, nenhum desses artistas teve, mas o Michael ele tem um diferencial, que sempre existiram formas diferentes de ganhar dinheiro em cima do artista que chegava nesse nível. Só que o Michael é um artista que extrapolou isso, porque ele é um artista que tinha a música, o disco, aí ele tinha o show, ele tinha o videogame, ele tinha o brinquedo, ele tinha a roupa, toca-fita, o chiclete… ele tinha tudo. Então ele se tornou o primeiro artista multiplataforma, numa época onde não existia nem o termo multiplataforma, mas ele já era. Porque ele era um cara que vendia música, ele vendia o videoclipe, aí ele vendia o ingresso do show, e quando você ia no show, você podia passar numa loja de departamento e comprar uma roupa igual, um sapato igual, e mascar o chiclete, chegando na sua casa, podia comer o cereal, assistir o desenho, jogar videogame… então eu acho que isso cria um imaginário do cara estar presente em tantos lugares, que quando ele se vai a gente não aceita que essa pessoa é carne e osso e ela se foi, e aí eu acho que dentro disso, tudo que podia ser minimamente uma magia ou um mito se torna muito maior e eu acho que, nessa questão, o Michael é um artista diferenciado porque a forma que ele criava, a forma que ele se doava, não que os outros artistas não se doassem, lógico que se doaram, mas eu vejo que o Michael fez uma escolha de vida que foi viver para a arte dele. Ele viveu para a arte dele. Só no fim da vida foi que ele entendeu que ele precisava se recolher, e muitos fãs não entenderam isso. Mas era uma coisa importante para ele, ter os filhos, viver com os filhos. Ele só foi ter isso no fim da vida dele, ele teve aí de criança até os 40 anos uma vida dedicada 100% para a música, para a dança, para a arte, então sobre esses mitos, eu acho que vão acompanhar a imagem dele para o resto da história.

(Foto Divulgação/Rodrigo Teaser)

JP3: Você sempre fala que você também é um fã – que você é um fã que se descobriu um artista homenageando o ídolo. Como que é para você 15 anos sem o Michael? E vem aí o filme sobre ele também, que estreará em abril/2025…

Rodrigo Teaser: Eu me sinto privilegiado, porque eu posso dizer que eu vivo, até hoje, de um faz de conta, de uma brincadeira. Isso tudo começou porque era uma brincadeira – literalmente uma brincadeira. Eu brincava no quintal da minha casa de imitar o Michael Jackson, minha mãe falava ‘ele é muito tímido pra ficar dançando’, mas começou a me incentivar, aí comecei a dançar na festa da família, na outra festa da família, aí dancei numa escola, aí fui chamado pra uma outra escola… e aí quando eu me dei conta eu estava fazendo isso. E, quando eu era adolescente, eu pensava, ‘ah, um dia eu vou crescer, vou virar um adulto, vou ter que me tornar uma pessoa séria e parar de fazer isso’. E não foi isso que aconteceu (risos), eu continuei fazendo e isso foi ficando cada vez maior. Então, eu me considero muito privilegiado, antes de tudo, de fazer uma coisa que eu amo, que me faz bem, e que é tão lúdico, porque todo mundo quando vem no show sabe que não é o Michael. As pessoas sabem que não vão ver o Michael. Mas eu sempre falo que é igual quando a gente vai ver um musical. Você sabe que você não vai ver a Bela e a Fera, a Fera não existe, mas se você senta lá e se permitir viajar, vai ser uma experiência legal. A mesma coisa, o Rei Leão, você não vai ver um leão cantar, mas se você sentar lá e deixar seu coração levar… então no nosso show, eu costumo dizer que é a mesma coisa – o Michael não está ali presente fisicamente, mas ele está presente da forma que ele escolheu estar, que é através da obra dele. Se você vai no show e se permite, é uma viagem e eu me sinto privilegiado demais.

JP3: Nesses 15 anos sem Michael, você percebe que há uma geração nova te acompanhando?

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Rodrigo Teaser: Sim! São 15 anos que ele se foi e eu percebo que eu já estou me apresentando para o que pode ser uma segunda geração depois que ele partiu. Inclusive muitos que nem chegaram a vê-lo vivo. Hoje a gente se apresenta para crianças de 3, 4, 5 anos e também se apresenta para pessoas que hoje têm 18, 20 e que falam, ‘ah, eu era muito pequeno quando ele morreu’, então você fala, ‘espera aí, eu já estou me apresentando para uma segunda geração depois que ele partiu’. E essas pessoas vêm e são tão apaixonadas pelo Michael quanto a gente que pôde viver a época dele ou até pessoas mais velhas que viram o início dele. 

(Foto Divulgação/Rodrigo Teaser)

JP3: Como é para você também ter o teu espaço, inclusive nos vídeos da sua tour pelos Estados Unidos a plateia aparece gritando o seu nome. Como que você vê o Rodrigo artista fora da homenagem ao Michael?

Rodrigo Teaser: Para mim isso foi a coisa mais surpreendente, porque eu nunca imaginei que alguém fosse me enxergar além da maquiagem. Eu entendo que são duas horas de show que a gente fica ali tentando convencer as pessoas que é o Michael, então seria natural que as pessoas não me enxergassem. Mas a relação que eu estabeleci com os meus seguidores, com o meu público, fez com que essas pessoas me enxergassem e passassem a me chamar, gritar o meu nome. Toda vez isso é uma coisa emocionante, sem exceção – não tem nenhuma das vezes que isso acontece que eu falo ‘Ah, uau’, não, todas as vezes é uma coisa que me pega meio desprevenido. Nos Estados Unidos eu achei que nem fosse possível. A gente também teve uma experiência na República Tcheca. A Priscila, minha esposa, que coordena e cuida de tudo no show, falou ‘já pensou se a gente está aqui fazendo show, e eles gritam o seu nome’, e eu falei, ‘poxa, nem cria essa expectativa, que nem existe isso aqui, o nome Rodrigo. Se você falar Rodrigo, alguém vai falar, ‘que diabo é isso?’ (risos). E no meio do show começaram a gritar e eu muito atento, virei para a plateia e falei ‘me desculpa, eu não falo a língua de vocês’, porque eles estavam falando ‘Rodrigô, Rodrigô, Rodrigô’, aí alguém fez um sinal e falaram ‘é o teu nome’. Pedi para filmarem, porque se eu contasse ninguém iria acreditar (risos). Eu acho que quando isso acontece é porque naquele momento a plateia de alguma forma conseguiu se conectar comigo e entender que, apesar de eu estar no palco como artista, eu só estou representando todos eles como fã, então eu acho que aí é quando existe uma conexão e aí, se me permitem, peço para mostrar uma música minha, própria… que aí é uma outra história.

JP3: Você está apresentando hoje um show que lançou em 2022, você comentou que talvez vem uma novidade aí, em homenagem aos 15 anos sem Michael…

Rodrigo Teaser: Sim. A gente monta os shows de acordo com as turnês do Michael, então metade do show a gente segue muito fielmente essa montagem com figurinos, coreografias, arranjos, tudo, e a outra metade do show é mais livre, porque o Michael tem muitos sucessos, e o pessoal pedia muito uma montagem de uma turnê chamada History, e a gente está montando um show novo. É um processo que demora, porque demanda muito investimento e demanda a gente tentar compreender aquele universo tão gigantesco do Michael para um universo que a gente possa viajar. A própria galera do Mirage Circus (onde se apresentou em Balneário Camboriú) me ajudou a realizar um sonho que eu tinha, porque o Michael entrava em uma das turnês, que é essa turnê, onde entrava de catapulta. E é uma coisa que – onde você compra uma catapulta? (risos). Não se compra. E aí a gente estudou, fez um milhão de testes e desenvolvemos uma catapulta. Para muita gente é só uma entrada que o pessoal faz ‘uau’, mas para mim é uma coisa incrível, porque eu estou aproximando o meu show do dele. E o público de Balneário pôde ver isso.

JP3: Esta foi a sua primeira vez em Balneário Camboriú?

Rodrigo Teaser: Sim! Eu estou muito feliz de estar em Balneário, é a nossa primeira apresentação aqui, nosso primeiro show. Eu acho incrível, depois de 12 anos viajando com show, poder vir pela primeira vez ainda e ser recebido como eu acho que a gente vai ser recebido aqui… e como eu falo, a palavra que sempre me vem na cabeça, é privilégio. Mesmo!

(Foto Divulgação/Rodrigo Teaser)
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