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Balneário Camboriú
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Dia da Mulher: no meio político de Balneário Camboriú ainda é tímida a participação feminina

Nesta quarta-feira (8) é celebrado o Dia Internacional da Mulher, data que nasceu com o objetivo de refletir sobre a importância da mulher ter mais espaço na sociedade – isso inclui a política, um processo que ainda está bastante lento. 

Balneário Camboriú se encaixa na falta de representatividade feminina na política: atualmente há apenas duas vereadoras na Câmara da cidade, Juliana Pavan e Nena Amorim, esta última, suplente. 

O Página 3 ouviu as duas, que destacam a importância da data e das mulheres buscarem mais espaço na política da cidade, estado e país.

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“Ainda existe muita desigualdade de gênero”

Divulgação

Juliana Pavan, vereadora pelo PSDB e Procuradora da Mulher – “Vejo que o Dia da Mulher é para lembrarmos a importância da luta das mulheres na defesa de seus direitos e contra a violência doméstica, na questão das mulheres estarem lutando pela igualdade em diversas áreas, do mercado de trabalho à política. A luta é constante no sentido de buscar se destacar no mercado de trabalho, conquistar seu espaço na sociedade… ainda existe muita desigualdade de gênero e não é tipo de discurso feminista e sim com o foco em mostrar para toda uma sociedade que há mulheres que enfrentam múltiplas formas de negligência e desafios e muitas vezes precisam enfrentar luta diária, mas que de forma alguma abaixam a cabeça, conseguem continuar se dedicando ao trabalho, a vida pessoal.

A luta maior é permanecer forte mediante a sociedade que cobra, e muito, das mulheres. 

As mulheres têm lutado cada vez mais para serem líderes políticas e representantes da sociedade, ao meu ponto de vista vem crescendo a partir do momento que recebem incentivo, e muitas vezes isso não acontece dentro de casa. 

Acontece através de inúmeras ações que a sociedade realiza, não necessariamente através da política ou estando candidata e sim à frente de uma ONG ou instituição. 

Como vereadora busco despertar esse interesse nas mulheres a participarem de cargos públicos, mas que continuem defendendo aquilo que acreditam, participando de grupos, encontros e reuniões para se posicionarem. 

Porém, a violência contra a mulher ainda é uma triste realidade e afeta mulheres de todas as idades, raças, classes sociais e pode levar a danos físicos e psicológicos. 

Fico feliz porque vejo que aumentou a conscientização e leis para punir agressores, mas precisa estar ainda mais em evidência, incluindo mais recursos e apoio para vítimas que sofrem violência. 

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Por exemplo, uma mulher quando sofreu violência, teve que sair de casa, muitas vezes essa mulher não tem onde morar, não tem como trabalhar, porque a violência começa com a dependência financeira por parte do marido (ela depende dele), e acaba ficando sem ter para onde ir, sem ter como se manter. Essas mulheres precisam cada vez mais de nós, que estamos à frente de cargos públicos, para defender e implantar políticas através de forma mais efetiva, dando oportunidade com cursos e emprego. 

O Dia da Mulher é um dia muito especial, onde precisamos enaltecer a coragem, força e determinação das mulheres que lutam todos os dias por seus direitos e dignidade, mas a sociedade precisa reconhecer a força da mulher todos os dias! Que as vozes das mulheres sejam ouvidas e suas histórias sejam valorizadas. Muitas vezes a mulher não tem abertura ou espaço para falar o que defende, e a sociedade precisa abraçar essas causas e essas mulheres, que muitas vezes se sentem sozinhas. Cada mulher tem sua essência e particularidades – somos únicas!”.

“Sempre faço chamamento para as mulheres”

Divulgação

Nena Amorim, vereadora suplente pelo MDB e Procuradora Adjunta da Mulher – “Não é só nesse dia que a mulher tem que ter a sua importância reconhecida. A importância precisa ser todos os dias, mas é um dia para lembrar, para parar e refletir e seguir buscando os nossos espaços. Sempre faço chamamento para as mulheres, para que saiam da zona de conforto, venham abraçar a causa, lutar… vejo que, talvez, por entenderem que vão enfrentar dificuldades, acabam não vindo. 

Balneário possui um índice muito mais alto de moradoras mulheres do que homens, mas ainda assim somos só em duas na Câmara. 

A mulher tem sensibilidade de fazer a diferença, fui autora do projeto baseado na Lei Maria da Penha, onde foi aprovado que nenhum condenado por violência doméstica poderá ser servidor comissionado em Balneário Camboriú. 

Infelizmente, muitas mulheres não conseguiram se eleger, mas peço que não desistam, sou subprocuradora da mulher, fizemos o Ação Por Elas na última semana, ocasião em que a vice-governadora, Marilisa Boehm, esteve na Câmara e a fala dela foi um chamamento e é o mesmo que faço, que a sociedade aposte em uma mulher, para que possamos ter mais mulheres lutando com projetos, com ideais por Balneário. Imagine se hoje tivéssemos 4, 5 mulheres na Câmara, quantos projetos mais entrariam na Casa em prol das mulheres… acredito que vamos ter mais mulheres na próxima eleição, assim espero. Eu fiquei como primeira suplente, mas muito orgulhosa da minha votação, só não entrei pelo coeficiente do partido, porque tem vereadores que fizeram menos votos que eu e entraram, isso quer dizer que está mudando e que mulheres estão vendo a importância da mulher na política e querem ser representadas”.

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