Anny Caroline de Bassi e Brenda Bensberg Sanches têm carreira consolidada no atletismo, onde costumam frequentar pódios nacionais e internacionais.
Desde quarta-feira (25), elas estão competindo no Campeonato Pan-Americano de Paraciclismo, na cidade paulista de Indaiatuba. A competição reúne mais de 200 paratletas de 15 países e termina neste domingo (1).
O técnico da Fundação Municipal de Esportes (FMEBC), Caíke Rovigo que acompanha as atletas, explicou que elas foram convidadas pela Confederação Brasileira de Ciclismo (CBC) para um projeto de transição. Passaram por um período de treinamento a convite da CBC, foram aprovadas e convocadas para o Pan-Americano.
“O projeto de transição esportiva, tem como intuito fortalecer modalidades paralímpicas para os próximos Jogos Paralímpicos. É um projeto que oportuniza e investe em descobertas de novos talentos. Nossas atletas apresentaram todos os atributos necessários para essa convocação acontecer. Eu como treinador, me sinto lisonjeado em conduzir junto a CBC essa estratégia, que é fomento do esporte e que vai oportunizar o surgimento de grandes campeões no futuro”, disse Caíke.

Anny estreou na prova dos 1 mil metros (velódromo), na classe CW5, conquistou medalha de bronze e Brenda fez sua estreia na prova de estrada (contra relógio), na classe TW1, e e no domingo (1), disputa a prova em estrada de 16 km.
Caíke explicou que Brenda dentro do atletismo já faz a prova da Framme, que é uma espécie de triciclo sem pedais tornando sua adaptação bem tranquila. Hoje ela corre as provas em estrada e está na classe TW1.
A classe TW1 é destinada a atletas que competem com triciclo, enquanto a classe CW5, categoria de Anny, contempla atletas com comprometimentos físicos que competem em bicicleta convencional adaptada, conforme a classificação funcional do paraciclismo.
“Anny por mais que tenha uma deficiência, no atletismo, ela não é legível para a modalidade paralímpica, tendo em vistas as regras e critérios estabelecidos pela WPA. Porém no ciclismo, ela se encaixa e viu esta oportunidade como um recomeço, porque vê a possibilidade de ir aos Jogos Paralímpicos. A maior meta dela hoje, é participar das Olimpíadas e das Paralimpíadas na mesma edição”, afirmou o técnico.
Caíke está entusiasmado e confiante, aposta firmemente na proposta das duas atletas.
“Nosso trabalho está só começando e acredito que em breve teremos estrelas brilhando nas pista de ciclismo, tanto quanto já brilham no atletismo”, declarou o técnico.
As provas
O velódromo é uma pista oval especialmente construída para o ciclismo de pista, com curvas inclinadas que permitem maior velocidade e melhor desempenho técnico das atletas. As provas realizadas no velódromo exigem explosão, estratégia e precisão, já que acontecem em um ambiente controlado e de alta intensidade.
A prova de estrada é realizada em percurso aberto, normalmente em vias urbanas ou rodovias fechadas para a competição, onde os atletas enfrentam desafios como variação de terreno e estratégia de ritmo. No contra o relógio, cada atleta larga individualmente, buscando completar o percurso no menor tempo possível, em uma disputa que exige resistência, concentração e controle de velocidade.

