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Balneário Camboriú

Movimento para fundar Federação Paradesportiva de Santa Catarina vai ganhando força no Estado

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Valorizar e reconhecer a importância do paradesporto em Santa Catarina. Este é o principal objetivo do movimento, liderado pelos professores Gévelyn  de Almeida, de Balneário Camboriú e Luiz Augusto Almeida dos Anjos, de Lages, para fundar a Federação Paradesportiva de Santa Catarina. 

Nesta campanha, o objetivo é envolver atletas, professores, técnicos e especialistas no assunto, dando voz para todos que vivem e convivem com o paradesporto.

Atualmente quem organiza e promove competições em nivel de Estado é a Fesporte. São duas competições por ano: os Jogos Paradesportivos de SC (ParaJasc) e os Jogos Paradesportivos Escolares de SC (ParaJesc).

Os atletas também participam de competições nacionais, organizadas pelo Comitê Paralímpico Brasileiro, atletismo, natação e outras associações e confederações. Algumas vezes acontecem incompatibilidades entre calendários, dificultando a participação dos atletas. Mais um motivo para lutar pela criação de um calendário que atenda todos sem dificuldades.

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Gévelyn disse que a motivação desse movimento é buscar de forma organizada que os debates do paradesporto em Santa Catarina sejam feitos de forma única e não polarizada como acontece hoje em dia. 

“O movimento é para unir atletas e técnico paralímpicos no mesmo ideal: discutir o paradesporto catarinense de forma única para que possamos buscar as melhorias que tanto precisamos, a nivel de eventos e de reconhecimento do paradesporto como esporte de alto rendimento e não só como atualmente os organizadores do Estado conduzem, como esporte de participação. A participação é extremamente importante. mas nós temos o alto rendimento em Santa Catarina que precisa ser valorizado”, colocou.

O professor Augusto, como é conhecido no meio paradesportivo, disse que o movimento é para fazer com que o desporto chegue a todos de forma mais equilibrada, inclusive dentro das escolas.

Acompanhe a opinião de cada um:

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(Arquivo Pessoal) 

Gévelyn Almeida, é multicampeã no atletismo, técnica do handebol em cadeira de rodas, presidente do Instituto Catarinense de Esportes para Deficientes(ICED), com sede em Balneário Camboriú.

“A criação desta Federação vem dar uma resposta para todo o meio paralímpico. Precisamos de um direcionamento e não diversos caminhos polarizados e não chegar a lugar nenhum. Queremos ter um elo com a Fesporte, com as federações estaduais específicas, com o Comitê Paralímpico Brasileiro e outros orgãos nacionais e internacionais para fortalecer o paradesporto catarinense. 

Queremos que o paradesporto esteja em cada espaço de Santa Catarina com políticas públicas municipais por intermédio estadual, que é isso que a Federação vai buscar.

Queremos buscar essa organização estadual, promover debate, reconhecimento, criar o time SC, como tem SP, o time SP, que são atletas renomados e aqui temos muitos atletas que precisam ser reconhecidos como time SC. 

Queremos buscar por meio da Federação capacitações, clínicas e workshops, espaço de diálogo para que em SC possamos promover a inclusão de fato e não a exclusão como acontece. 

Queremos que a Federação seja um elo”.


(Arquivo Pessoal) 

Luiz Augusto Almeida dos Anjos, professor Augusto, trabalha com paradesporto em Lages, desde 2005. 

“Acredito que vai ser um grande passo para podermos organizar esse movimento, dar sequência nesse trabalho que vai dar a possibilidade de fazermos algo que realmente vai perdurar e vai mudar a vida de muitas pessoas. Com essa organização vamos poder levar o paradesporto para alguns municipios que não tem o conhecimento, mas que tem potenciais que não são trabalhados, muitas crianças e adultos que tem algum tipo de deficiência e não praticam esporte. Também é uma possibilidade para transformar a realidade dentro das escolas, visto que esporte, cultura e educação é para todas as crianças e não discrimina se é baixa, alta, gorda, magra, com ou sem deficiência. Precisamos começar a fazer com que esse processo do paradesporto chegue a todos de forma mais equilibrada e a Federação vem justamente para suprir essa demanda. A Federação vai ser uma marco na história do paradeporto catarinense para que possa haver essa transformação de fato e nós possamos ter uma visão de inclusão, deixar essa visão política de lado”. 


As propostas

  • Organização de banco de dados de atletas e profissionais do paradesporto do estado
  • Promover discussões e debates sobre competições municipais e estadual
  • Promover reconhecimento de Profissionais que atuam com o Paradesporto Estadual
  • Criar o TIME SC para competições nacionais e internacionais (atletas e profissionais)
  • *Buscar a capacitação de profissionais e atletas do paradesporto com a abertura de clínicas, workshops nas temáticas paralímpicas.
  • Buscar ações nas esferas federal, estadual e municipais e para promoção, fortalecimento e implementação de políticas  públicas nos municípios acerca do esporte paralímpico.
  • Ser a voz coletiva e não isolada conforma acontece atualmente, promover a inclusão de um grupo coeso de representação de atletas e profissionais nas discussões que envolvem o paradesporto catarinense.

Artes de divulgação

Informações:

  • Prof.Augusto dos Anjos: 49 999932352
  • Prof.Gévelyn Almeida: 47 999025999

Opiniões

(Arquivo Pessoal)

María Helena Rigel Eggert, 64 anos, nadadora multicampeã, mora em Guaramirim. Participa de competições desde 2002. Já realizou 86 travessias. Conquistou sua primeira medalha de ouro no ParaJasc em 2007 e hoje tem quase 30 medalhas conquistadas nesta competição, a maioria douradas.

“O esporte transformou minha vida pra melhor. Hoje posso dizer, o esporte me proporcionou melhor qualidade de vida.

O movimento de criar uma Federação Paradesportiva é muito importante aos paratletas e técnicos etc. Para podermos lutar com mais força pelo que é nosso por direito e que nos traz mais saúde afastando depressão etc. 

Precisamos ser ouvidos. O cancelamento do Parajasc em setembro foi um baque, um desespero, tristeza e tudo isso nos desmotivou. Nós queremos mais participação e mais competições paradesportivas. 

Chegamos a nos sentir excluídos, e menos importante que os demais atletas convencionais. Queremos mais igualdade, mais direitos e sobretudo, mais inclusão. Queremos mais oportunidades e respeito pelo Paradesporto Catarinense”.

María Helena (C) na última competiçÃo do Parajasc em 2019, depois não houve nenhum evento paradesportivo da Fesporte (Arquivo Pessoal)

(Arquivo Pessoal)

Antonio Carlos Sanchez,  43 anos, pratica natação desde 2013, é hexacampeão catarinense. Desde 2015 pratica   paraciclismo 2015, tetracampeão brasileiro da modalidade. É paratleta de Balneário Camboriú (ICED/FMEBC).

“A fundação da Federação Catarinense vai melhorar muito a situação para todos, até porque estamos sofrendo demais e injustamente. Poderemos organizar os calendários competitivos para não ‘bater’ competições que impossibilitam a participação. Está acontecendo agora mesmo, tenho um campeonato brasileiro de paraciclismo em dezembro e na mesma data o Parajasc. Isso não poderia estar acontecendo, porque prejudica demais os atletas.

Com uma Federação, não vai mais acontecer, porque seremos ouvidos. O que está acontecendo hoje é injusto porque elaboram um calendário sem perguntar nada para nós ou então eles mesmo ver calendários de outras competições para não bater mesmas datas”.

(Arquivo Pessoal)

(Arquivo Pessoal)

Thiago Ribeiro de Bona Sartor, 31 anos, atleta e diretor de esportes da Associação Serrana dos Deficientes Físicos (ASDF). Bacharel em Sistemas de Informação e Especialista em Engenharia de Software

“O paradesporto precisa parar de ser um evento de “superação” e sim algo profissional. Como qualquer esporte convencional. Estamos reféns de uma organização que nos deixa de lado na primeira oportunidade que aparece. 

Criar uma Federação específica para o paradesporto iria fortalecer ainda mais o paradesporto de SC. 

Teríamos um calendário de verdade, competições específicas, focadas na base, participação e principalmente no autorendimento. 

E o mais importante, teríamos voz ativa, pois seria gerenciada por pessoas que conhecem nossas dificuldades e necessidades”.


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