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Balneário Camboriú
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8ª edição da Parada da Diversidade acontece no dia 20 em Balneário Camboriú

Está confirmada a 8ª edição da Parada da Diversidade de Balneário Camboriú, no próximo dia 20 (domingo), a partir das 14h, com concentração na Rua 2.000 com a Avenida Atlântica. Haverá trios-elétricos, participação de ícones da comunidade, como as drags Tchaka e Aretuza Lovi, e outras surpresas.

Uma das organizadoras da Parada é Jocineia de Jesus, empresária na área contábil e membro do movimento Mães Pela Diversidade. Ela é mãe de Gustavo Ribeiro, empresário na área da Biologia através da ATL Global, que é apoiador financeiro da Parada. 

Esta é a oitava edição da Parada de Balneário, que não acontece desde 2019, e é a primeira vez que os organizadores conseguem o alvará com a prefeitura para a realização [em outras edições, a organização precisou até contatar o Ministério Público para conseguir ‘sair na rua’ com a Parada]. “O trâmite foi normal, tivemos suporte da Secretaria de Turismo, com reuniões. Vale lembrar que nunca fomos atrás de verba pública, esse nunca foi o nosso intuito. Só pedimos o alvará para conseguirmos patrocinadores, mas tivemos a grata surpresa da prefeitura nos fornecer banheiros químicos e ambulâncias, e também estreitamos laços com a Guarda Municipal e Polícia Militar – falamos as nossas necessidades, inclusive o Comandante da PM, Tenente-Coronel Rafael Vicente, nos recebeu muito bem; ele é jovem, com mente aberta. Ele tomou a iniciativa de fazer contato com a Fiscalização e agendou reunião para nós. Foi bem atencioso. Agora estamos todos sincronizados e esperando a data chegar”, diz.

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Festa linda, colorida e para as famílias

Néia e o filho Gustavo (Divulgação)

Neia, como é conhecida, conta que a festa será ‘linda, colorida e para as famílias’, lembrando que a comunidade LGBTQIA+ tem família e que os pais e mães de membros da comunidade não tem nenhum problema com os filhos serem quem são, da forma que nasceram. 

“Balneário Camboriú pode esperar uma festa muito harmoniosa, lembrando que lgbtfobia é crime e não vamos deixar isso passar. Vamos estar na avenida com muito amor, de forma pacífica. Vamos acolher famílias, o público LGBTQIA+, porque eles estarão entre seus iguais, e será momento de reivindicarmos, porque a Parada é também um ato político, de mostrar que nossos filhos existem e têm todos os direitos de estarem em qualquer espaço. Há muita homofobia em Balneário, e uma de nossas lutas é contra isso, para mostrar que só queremos que nossos filhos tenham os mesmos direitos de qualquer outra pessoa”, acrescenta.

Mães pela Diversidade, em 2019 (Divulgação)

Programação terá homenagem à Nina Buah

Com relação à programação, Neia diz que há mais surpresas que serão divulgadas na véspera do evento, mas antecipa que haverá dois trios, com shows de drags locais e ainda das drags Aretuza Lovi, famosa nacionalmente, e ainda Tchaka, que é a apresentadora oficial da Parada de São Paulo há mais de 10 anos. 

“Faremos homenagens para pessoas que são parceiras, que abraçam essa causa, essa luta conosco; e também homenagearmos a Nina Buah, essa personagem tão icônica e tão forte em Balneário Camboriú, que durante mais de duas décadas alegrou o nosso Calçadão, e que faleceu neste ano. No final também teremos uma benção, com um pastor de Florianópolis, que tem uma igreja inclusiva, e o último ato será o hino nacional, cantado por uma artista negra e bissexual, pois dia 20 é o Dia da Consciência Negra e uniremos as duas causas”, conta.

Secretário de Turismo destaca importância do evento

O secretário de Turismo de Balneário Camboriú, Thiago Velasques salientou que ‘todo evento privado que é organizado da maneira correta e traz retorno ao município’ é incentivado pela prefeitura. 

“A Parada entra nisso, tanto que os apoiamos e viabilizamos para que ele ocorra. Deverá ter movimentação turística, estaremos os acompanhando, auxiliamos na questão do alvará e também estruturalmente. Reconhecemos que é um público importante, é um turista como qualquer outro, já que não importa a orientação sexual, todos são bem-vindos e bem recebidos em nossa cidade. Não há segregação quanto a isso”, afirmou.

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