Na noite de quinta-feira (9) aconteceu uma reunião para debater a safra da tainha, que inicia em 1º de maio; a situação de pescadores da Praia Central, que estariam querendo cobrar uma espécie de pedágio de lanchas e jets (conforme já citado pelo jornalista do Página 3, Waldemar Cezar Neto, em uma série de vídeos – confira todos no Instagram @pagina3), e também buscam barrar durante o período de 90 dias da safra demais atividades náuticas (o jornal está fazendo uma enquete sobre o assunto – vote aqui.
O presidente do Conselho Comunitário de Segurança Náutica e Cidadania Balneário Camboriú, Domingos Casemiro Pinheiro, o Gunga, sócio do Barco Pirata, explica que como presidente do Conseg Mar realizou a reunião para o pessoal envolvido na pesca da tainha discutir com a prefeitura.
Estiveram presentes no encontro pescadores da Praia Central, Laranjeiras, Taquaras e os vereadores Guilherme Cardoso, Naifer Neri e Mazinho Miranda. Nenhum representante da prefeitura participou, segundo Gunga.
“E faltam 20 dias para a pesca da tainha, ficou tudo ‘daquele jeito’. Porém, na próxima segunda-feira (13) haverá uma reunião entre todos os CONSEGs, forças de segurança e a prefeita Juliana Pavan e eu levarei esse tema para ela. Os pescadores da Praia Central queriam isso de cobrar, mas não tem isso, o mar é livre. Fazer eles (os pescadores) entenderem não foi fácil”, contou.
Gunga informou que na reunião ficou determinado que nesses 20 dias que antecedem a safra, junto com o município, pretendem sinalizar com raias onde pode navegar, para não atrapalhar a pesca.
“A pesca da tainha é cultural e vamos determinar, sinalizando com raias, para que os pescadores possam fazer o trabalho deles e as demais atividades não parem. Os vereadores apontaram que vão conduzir para o município resolver a situação dos jet skis, porque hoje há muitos ilegais (incluindo empresas que alugam ilegalmente). Foi falado também de buscar um fundo municipal para a pesca, em prol do pescador, para que cada rancho tenha suporte, porque às vezes não vem o peixe”, disse.
Por fim, Gunga apontou que pensa como o jornalista do Página 3, Marzinho, que a prefeita Juliana Pavan tem que trabalhar de forma que não pare as atividades principalmente nas praias Central e Laranjeiras, mas que haja respeito dos 200m da faixa de areia, que é determinado por lei, independente da safra da tainha.
Vereador também opinou sobre o tema
O vereador Naifer Neri, que participou da reunião, enviou sua opinião ao Página 3, relatando que se manifestou em relação à Praia Central, uma praia urbana, onde existem conflitos com a atividade náutica e os três ranchos de pesca.
“Inicialmente o desenvolvimento mercadológico da nossa cidade gerou as demandas nos passeios turísticos, atividades privadas (jet skis e lanchas) e esporte, estagnar o mercado por três meses na época da tainha é inviável, os prejuízos seriam enormes para toda a sociedade. Atualmente o município vem realizando o custeio das estruturas para os ranchos, locação de contêineres ao custo de R$ 40 mil por 6 meses, não vejo viabilidade de onerar a atividade náutica para beneficiar uma determinada categoria (pesca). A organização deverá ser natural, esse primeiro momento ficou condicionado um local na Barra Sul para as embarcações, um avanço, através do diálogo, sem a presença do Executivo Municipal”, finalizou.

