Ausência da Feira da Barra gera questionamentos: Fundação Cultural abre edital para novos feirantes

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A ausência da tradicional feira realizada aos domingos no Bairro da Barra tem gerado questionamentos em grupos de moradores de Balneário Camboriú. Eles querem saber o motivo de a feira não estar acontecendo e se haveria intenção de encerrá-la.

O Página 3 buscou informações sobre a situação e apurou que a Feira da Barra passa por um processo de avaliação e reformulação. Um dos principais pontos levantados é a baixa adesão dos próprios feirantes, que teriam relatado pouco retorno financeiro com a participação no local. 

Há relatos de feirantes de que “não vendem nada” em determinados domingos, tornando pouco atrativo o deslocamento e os custos envolvidos na realização da feira.

Nesta quarta-feira (16), em meio às discussões sobre o assunto, a Fundação Cultural de Balneário Camboriú abriu um edital específico para novos interessados em participar da Feira da Barra (https://bc.1doc.com.br/b.php?pg=o/dados_servico&service=01KQ7QFFFVN53600GV4MPXQ1J9&dados=1). A intenção, segundo a prefeitura, não é acabar com a programação, mas buscar alternativas para aumentar a adesão e tornar sua realização viável.

Prefeitura diz que feira passa por reformulação

Em nota encaminhada no grupo onde houve a discussão, a prefeitura informou que mais de 120 feirantes estão cadastrados e manifestam semanalmente interesse em participar das diferentes feiras realizadas no município. Na Barra, porém, a adesão tem sido menor. 

“Na Barra, a participação registrada tem sido reduzida, o que indica a necessidade de adequar o formato às características da região e aos interesses dos feirantes. Entre os fatores considerados pelos feirantes está o retorno das vendas em relação aos custos de participação”, informou.

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Outro fator apontado é a mudança no horário da missa, que teria interferido no fluxo de pessoas pela praça onde a feira tradicionalmente acontece, além das próprias características de participação do público do bairro.

A Fundação Cultural informou ainda que discute alternativas com a Associação dos Feirantes. Uma delas é justamente a abertura de novas vagas específicas para pessoas interessadas em trabalhar na Barra. Também está em análise a possibilidade de transformar a programação em uma feira mensal dentro do projeto Feiras de Bairro, seguindo a experiência iniciada no Bairro dos Pioneiros. 

“O objetivo é aprimorar o formato da Feira da Barra, ampliando a participação dos feirantes e fortalecendo a presença da comunidade”, destacou a prefeitura.

Feirantes apontam baixo retorno das vendas

Divulgação/PMBC

O Página 3 também teve acesso a uma manifestação encaminhada pela Associação dos Feirantes de Balneário Camboriú (AFBC) à prefeita Juliana Pavan. 

No documento, assinado pelo presidente da entidade, Celso Ferreira, a associação reconhece a importância cultural da Feira da Barra para o artesanato, a gastronomia e a cultura local, mas chama atenção para a realidade financeira enfrentada pelos trabalhadores.

Celso afirma que participou da Feira da Barra por muitos anos e que, principalmente entre os expositores de artesanato, a baixa comercialização vinha provocando prejuízos recorrentes. 

“Os feirantes vivem do resultado de seu trabalho. A comercialização de seus produtos representa, para muitas famílias, sua principal fonte de renda. Por essa razão, a existência de espaços e oportunidades de comercialização é essencial para que possam continuar produzindo, trabalhando e sustentando suas famílias”, diz trecho do documento.

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Segundo a associação, a baixa movimentação e o pouco retorno comercial fizeram com que a participação diminuísse gradativamente. A entidade também destaca que cada edição envolve despesas com estrutura, tendas, músicos e outras necessidades operacionais. De acordo com a AFBC, atualmente esses custos são arcados pelos próprios feirantes, sem subsídio específico da Fundação Cultural para a manutenção da feira.

Associação cita divergências sobre participação

A manifestação da AFBC também aborda diretamente os questionamentos públicos sobre a interrupção da Feira da Barra. A entidade menciona manifestações da atual presidente da Setorial de Artesanato, Roseni Santos, e afirma respeitar o debate, mas diz considerar contraditório cobrar a realização do evento diante da falta de interesse dos próprios integrantes da Setorial em participar da feira. 

“Causa-nos estranheza que se questione a não realização de uma feira quando, ao mesmo tempo, não houve interesse efetivo dos integrantes da própria Setorial em participar daquela atividade”, afirma a associação.

A AFBC defende que a discussão considere não apenas a manutenção de uma programação cultural, mas também a necessidade de oferecer condições para que os expositores consigam efetivamente comercializar seus produtos e gerar renda. A associação se colocou à disposição do governo municipal para discutir alternativas e novas oportunidades aos trabalhadores.

Edital busca interessados em participar da Feira da Barra

Em meio à discussão, a Fundação Cultural abriu nesta quarta-feira (16) um edital voltado especificamente a feirantes, artesãos e demais interessados em integrar a Feira da Barra (confira o edital aqui – https://bc.1doc.com.br/b.php?pg=o/dados_servico&service=01KQ7QFFFVN53600GV4MPXQ1J9&dados=1). 

A medida busca identificar novos expositores dispostos a participar da programação e aumentar a adesão à feira.

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Segundo a prefeitura, a abertura do processo reforça que não há intenção de extinguir a Feira da Barra. 

A discussão atual é sobre qual formato poderá garantir maior participação dos expositores, presença do público e viabilidade para quem depende das vendas realizadas nesses espaços. Além da busca por novos participantes, permanece em discussão a possibilidade de mudanças na periodicidade e no formato da feira.

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