Balneário Camboriú pode se tornar a primeira cidade do Brasil a tratar a água da chuva com tecnologia de ponta contra microplásticos. A Empresa Municipal de Água e Saneamento (Emasa) está planejando importar HydroShark, que atua com base em centrífugas de alta eficiência que separam líquidos e sólidos de forma contínua, para instalar inicialmente na galeria do Canal do Marambaia. O objetivo é impedir a passagem de impurezas como óleo, graxa, sujeira e microplásticos para o Rio Camboriú.
Segundo o presidente da Emasa, Auri Pavoni, o impacto da medida seria expressivo: 65% de toda a água da chuva que cai em Balneário Camboriú é carregada pela bacia hidrográfica até o Canal do Marambaia e, de lá, chega ao Rio Camboriú.
“Estamos em contato com engenheiros da Alemanha e devemos ter uma reunião online ainda nesta semana. A expectativa é que eles venham a Balneário Camboriú em outubro. Já enviamos todos os dados da nossa bacia hidrográfica e o que chega ao Marambaia e deveremos ter uma visita técnica”, explica.
Tecnologia inovadora
A HydroShark é considerada uma das tecnologias mais modernas do mundo para o tratamento da água da chuva.
“Esse é hoje um dos grandes problemas globais: o microplástico e o corpo humano não consegue digerir. Ele é invisível para o ser humano, mas altamente prejudicial à saúde. Na Europa, algumas cidades já são obrigadas a tratar a água da chuva, e queremos seguir esse caminho aqui também. Não vamos abrir mão de novas tecnologias que garantam um ambiente mais saudável”, diz Pavoni.
Projeto para toda a cidade
Cada centrífuga tem custo aproximado de R$ 1 milhão. O primeiro ponto previsto para instalação é o Rio Marambaia, mas o projeto contempla ao menos quatro unidades: três espalhadas por Balneário Camboriú, contemplando também o Rio Camboriú e Bairro dos Estados, nas proximidades do Balneário Shopping e do Fórum, e uma no Rio das Ostras.
“Com quatro pontos estratégicos, conseguiríamos tratar de forma eficiente a água da chuva na cidade. Depois, é preciso apenas fazer a remoção dos resíduos retidos. Trata-se de uma tecnologia que já está em uso em grandes cidades da Europa e que pode ajudar e muito em Balneário Camboriú”, conclui o presidente da Emasa.

