Emasa esclarece ocorrência pontual de espuma na saída do efluente tratado da ETE Nova Esperança

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A Empresa Municipal de Água e Saneamento de Balneário Camboriú (Emasa) informa que, na manhã desta sexta-feira (17), por volta das 9h, a equipe de operação da Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) Nova Esperança identificou um aumento na formação de espuma branca na saída dos decantadores. Assim que a condição foi observada, a equipe realizou a dosagem de antiespumante, como medida de controle operacional.

De acordo com a análise técnica da operação, o episódio pode estar associado a alterações recentes no equilíbrio do processo biológico da estação. O sistema vinha apresentando lodo com idade elevada, condição relacionada à permanência excessiva de biomassa no processo, com reflexos operacionais como agravamento de odores e necessidade de renovação da massa biológica ativa. Em razão disso, foi intensificado o descarte de lodo, com o objetivo de reduzir a idade do lodo e restabelecer condições mais adequadas de operação.

Paralelamente, segundo a Emasa, também se observa, de forma inferida, uma redução da carga orgânica afluente, situação compatível com o período de baixa temporada. A combinação entre menor carga aplicada ao sistema e o aumento recente do descarte de lodo interfere na relação alimento/microrganismo e na concentração de biomassa, podendo favorecer, de forma transitória, a formação de espuma branca. Esse comportamento é compatível com sistemas em processo de renovação da idade do lodo e reequilíbrio da biomassa.

Outro fator considerado tecnicamente possível é a influência de surfactantes presentes no esgoto afluente. Essas substâncias reduzem a tensão superficial do meio líquido e podem favorecer a formação e a persistência de espuma leve. No ponto de lançamento, esse efeito pode se tornar mais perceptível em razão da maior velocidade de escoamento e da turbulência local, condições que intensificam a aeração superficial e facilitam a manifestação visual da espuma no corpo hídrico receptor.

Segundo a equipe técnica, a espuma pode, em determinadas condições, representar potencial de poluição, conforme diretrizes dos órgãos ambientais, como CONSEMA e CONAMA. No caso em análise, entretanto, embora esse potencial seja tecnicamente considerado, a característica transitória da espuma no local não indica prejuízo ambiental para o Rio Camboriú. A Emasa esclarece que, em princípio, trata-se de uma condição operacional transitória, sem indícios de falha estrutural no sistema. A ocorrência foi controlada pela equipe operacional e segue sob monitoramento técnico.

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