A Escola do Rio e do Mar, que deverá funcionar na Colônia de Pescadores Z-7, será lançada na terça-feira (4), na Casa Linhares, na Barra. A reunião de alinhamento aconteceu nesta semana, na Casa Linhares, no mesmo bairro.
O propósito da escola é o de valorizar os saberes tradicionais das comunidades pesqueiras, fortalecer a cultura local e promover a educação ambiental e a cultura oceânica.
A iniciativa surgiu a partir de uma indicação da vereadora Ciça Müller, em março deste ano. Desde 2024, após as eleições, Ciça já vinha alinhando o projeto junto com a servidora pública e professora de Educação Ambiental, Carla Cravo.
“A proposta reconheceu a importância de preservar os ecossistemas costeiros e, ao mesmo tempo, manter viva a memória e as tradições das famílias que ajudaram a construir a identidade da cidade. O projeto uniu os esforços da Subprefeitura da Região Sul, e Carla, atualmente representante da Fundação Cultural de Balneário Camboriú; Cinthya Lorga, coordenadora de Projetos Especiais da Secretaria do Meio Ambiente e Desenvolvimento Econômico, além do projeto Terra Limpa, o Jacamasa da EMASA, o projeto Bandeira Azul e a Ambiental”, conta a vereadora.
Na justificativa da indicação, a criação da Escola do Rio e do Mar representa um avanço significativo para a educação ambiental no município, ao estimular uma compreensão mais profunda sobre os desafios ecológicos da região e a adoção de práticas sustentáveis.

“O espaço foi idealizado para promover a sensibilização ambiental de crianças, jovens e adultos, além da formação técnica e profissional em áreas ligadas à economia do mar. Além de promover conhecimento sobre biodiversidade, conservação e sustentabilidade, a proposta da escola incluiu a capacitação de profissionais para o setor náutico, turístico e pesqueiro, contribuindo para o fortalecimento da economia local. A formação de mão de obra qualificada visou o desenvolvimento de atividades voltadas ao turismo sustentável, à pesca responsável e à gestão ambiental, consolidando Balneário Camboriú como referência em educação costeira”, acrescenta Ciça.
O projeto também busca se firmar como um centro de valorização cultural e histórica, dedicado ao resgate das tradições da pesca artesanal, à confecção de redes, à construção de embarcações e à oralidade das comunidades litorâneas.
“Dessa forma, a Escola procura unir o conhecimento científico ao saber popular, promovendo a troca de experiências entre gerações e a preservação da identidade cultural da cidade. Como parte da construção do projeto, fiz visitas técnicas às Escolas do Mar de Barra Velha e de Bombinhas, que serviram como modelo de referência em Santa Catarina. Essas experiências forneceram subsídios para a elaboração da proposta local, considerando as especificidades de Balneário Camboriú e o potencial educativo do território do Rio Camboriú e de sua foz”, completa a vereadora.

