Município apura causas do colapso em elevatórias da Emasa

Licitação para novas bombas e programação para aquisição de geradores estão em andamento.

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(Texto Rafael Weiss/Emasa) – A Prefeitura de Balneário Camboriú iniciou as apurações acerca do colapso das Estações Elevatórias de Esgoto (EEE) da Empresa Municipal de Água e Saneamento (Emasa). Nesta segunda-feira (14) a prefeita Juliana Pavan esteve na presidência da autarquia para acompanhar os desdobramentos do colapso das bombas submersas de alta vazão da estação da Rua 3700, no Centro, ocorrido no último sábado (12).

O incidente provocou reflexos também na elevatória da Avenida Brasil, nas imediações da Rua 2950, exigindo uma força-tarefa emergencial para evitar um colapso ainda maior no sistema de esgoto. A elevatória da Rua 3700 é responsável por bombear todo o esgoto da região norte da cidade, incluindo o que atravessa o Rio Camboriú, até a Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) do Bairro Nova Esperança.

Durante o encontro, a prefeita reforçou a necessidade de respostas rápidas e ações concretas. “Viemos até a Emasa para acompanhar de perto o início das apurações e cobrar providências. A população merece uma resposta e temos que esclarecer com total transparência o que aconteceu na elevatória da Rua 3700. Confio plenamente na equipe técnica da Emasa e, mais do que qualquer outra pessoa, quero entender com precisão o que ocasionou esse problema”, destacou Juliana.

O diretor técnico da Emasa, Jefferson Andrade, explicou que acompanhou pessoalmente toda a operação no sábado, coordenando os trabalhos com os prestadores de serviço para evitar um dano ambiental de grandes proporções. Um total de 12 caminhões de sucção foi mobilizado para retirar o esgoto das elevatórias e levá-lo diretamente para a ETE ou para Poços de Visita (PVs) próximos à unidade.

Jefferson adiantou que está sendo elaborado um projeto emergencial para construção de um poço de backup ao lado do sistema atual de bombas, que poderá ser acionado em situações emergenciais para desviar o fluxo do esgoto até que o sistema principal esteja restabelecido. “Temos área suficiente para fazer isso com agilidade e segurança. Esse poço funcionaria como uma alternativa imediata em caso de falhas no sistema principal”, explicou.

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Também foi apresentado à prefeita o andamento do processo licitatório para a aquisição de 16 novas bombas. Segundo o diretor-presidente Auri Pavoni, a licitação estava programada para acontecer na última sexta-feira (11), mas recebeu sugestões de adequações por parte do Tribunal de Contas do Estado (TCE-SC). A nova data marcada é 22 de julho.

Pavoni ressaltou que o investimento em novas bombas já estava previsto antes do incidente. “Esse processo só está sendo possível graças ao equilíbrio financeiro alcançado pela equipe administrativa e ao aumento na arrecadação da Emasa. Com essa estabilidade, vamos investir pesadamente em equipamentos e novas tecnologias”, afirmou.

Outro ponto abordado na reunião foi a vulnerabilidade das estações elevatórias em caso de queda de energia. Hoje, todas as unidades operam com sistema trifásico conectado à rede pública, mas sem geradores próprios. A Emasa planeja a aquisição de seis geradores de grande porte, sendo quatro fixos e dois móveis, que poderão ser transportados conforme a necessidade. “Em várias regiões da cidade, quando há falta de energia, a Celesc restabelece apenas uma fase, o que deixa nossas elevatórias sem funcionamento”, explicou Auri.

A autarquia também iniciou a análise das imagens do sistema de monitoramento das elevatórias, buscando identificar eventuais anomalias ou falhas que possam ter contribuído para o colapso. O objetivo é entender, com base técnica e evidências, o que levou à pane em um dos principais sistemas de saneamento da cidade.

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