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Balneário Camboriú
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Pescadores de Balneário Camboriú com boas expectativas para a safra da tainha que está começando

A pesca da tainha inicia oficialmente, em Santa Catarina, a partir de segunda-feira (1), Dia do Trabalhador, seguindo até final de julho

A tradição da pesca artesanal se mantém viva nas praias de Balneário Camboriú, com os pescadores da cidade esperando a safra, com boas expectativas de o peixe começar a aparecer já a partir da segunda quinzena de maio.

Prefeitura está auxiliando os pescadores, que pedem que público apoie e não use lanchas

O pescador Jair Euflorzino, que é também presidente da Associação de Moradores do Bairro Taquaras, é de uma família tradicional na pesca – o pai dele, Eládio, tem 76 anos e pesca desde os seis – sempre em Taquaras, praia da cidade que conta com um rancho de pesca. 

Divulgação

“Dia 1º começa oficialmente, mas já estamos nos organizando com as redes, arrumando o que precisa ser arrumado, pintando as canoas… a prefeitura todo ano nos ajuda com estrutura para quem não tem rancho, colocam tenda no meio da praia para podermos vigiar o peixe. O rancho de Taquaras conta com banheiro, já nas outras praias o pessoal costuma se virar com os quiosques e banheiros químicos”, diz.

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Jair comenta que o governo municipal também apoia com a parte cultural, através da Fundação Cultural da cidade, que valoriza a pesca artesanal, e com a fiscalização, realizada pela Secretaria do Meio Ambiente.

“Desde abril estamos nos reunindo para falar da safra da tainha, com apoio também do Conselho de Segurança (Conseg) e Conselho de Segurança Marítima (Consegmar), mas precisamos do apoio também das marinas, para que o pessoal não vá de lancha para dentro da baía, porque podem espantar os peixes. É um momento tão esperado [a pesca da tainha] e são só 90 dias, precisamos da colaboração de todos, que também não coloquem rede nos costões e não ultrapassem a milha”, aponta.

Pesca da tainha é como loteria: “Nem todo o peixe chega na praia”

(@pesca_da_tainha_estaleirinho)

O pescador diz que algo que sempre repetem é que a pesca da tainha é ‘como um sorteio de loteria’, pois sabem que tem o prêmio (o peixe), mas que não dá para saber para quem vai (para qual praia/cidade). Ele comenta que o pai, Eládio, diz que ainda quando começou na pesca, aos 15 anos, já tinha safra de tainha que não conseguiam ‘matar’ peixe suficiente para dividir entre todos os pescadores, mas já houve safra muito positiva, com muita tainha. 

“Às vezes o peixe passa aqui, mas em alto mar, passa reto por nós e não conseguimos pegar, porque temos que respeitar a milha, a distância da praia. Por exemplo, se sai cardume da Lagoa dos Patos, no RS, com um milhão de peixes, com certeza 500 mil peixes vão pegar, mas os outros 500 mil escapam. Dizem que a tainha está se acabando, mas acho que é quem não tem conhecimento. Eu não acho que está acabando e sim que nem todo o peixe chega na praia. Como filho de pescador, eu vejo que não deveriam tirar a pesca industrial [foi proibida neste ano], porque é o que leva a tainha a ser mais barata, mas como não respeitam e pescam a mais, aconteceu a proibição”, opina.

Pesca em 2022 (Foto @pesca_da_tainha_estaleirinho)

Jair completa salientando que a expectativa é boa e que estão com um grupo no WhatsApp com pescadores de todo o país que aguardam a chegada de muito peixe já a partir de meados de maio. 

“Acredito que lá pelo dia 20 de maio já estaremos pescando tainha. Precisamos, porque no dia 8 de junho acontece a nossa festa Raízes de Taquaras e o carro-chefe é a tainha grelhada. Estamos torcendo para podermos ter muita tainha até lá”, pontua.

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