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Protetores denunciam maus tratos aos animais em praias agrestes

Houve situações em Laranjeiras e no Estaleirinho

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O Página 3 foi procurado por protetoras de animais que denunciaram maus tratos ocorridos nesta semana com pelo menos dois cães, em Laranjeiras e no Estaleirinho. As situações estão sendo investigadas pela Guarda Municipal e Polícia Civil. 

Laranjeiras 

O caso de Laranjeiras aconteceu no início da semana. O cão comunitário Preto vive na localidade há anos, sempre foi cuidado e alimentado pelos moradores e comerciantes da região. Mais um cão comunitário, a exemplo do famoso Berlin, que até então vivia bem. 

Porém, Preto ficou sumido por alguns dias, o que a comunidade estranhou. Uma pessoa em situação de rua e conhecida da comunidade o levou para o meio da mata e o amarrou, maltratando o cãozinho por cerca de três dias. Há suspeita de que o homem fez isso com outros cães de Laranjeiras. 

Preto foi encontrado por um morador, voltou todo machucado e com dificuldade para andar. Quem relatou a situação para a reportagem do Página 3 foi a voluntária da ONG Viva Bicho, Patrícia Ferreira. Ela disse que a situação do cão era ‘lastimável’. 

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“Esse homem é morador de rua e fez um acampamento dentro da mata. Ele leva os cães para ‘cuidar’ do local, amarrados, e deixa lá sem comida, sem água, no relento, no frio, no sol, porque deve ter receio que outro morador vá até lá. O Preto desceu para a areia e mal caminhava, bem abatido”, afirma. 

Segundo Patrícia, outros animais já ficaram sumidos e voltaram após alguns dias, em situação parecida com a de Preto. 

“Existe um suspeito, sabem o apelido dele, a Guarda foi até a mata onde ele fica, mas encontraram só o acampamento, ele não estava. Desativaram o acampamento, ele vive escondido. Deve ter soltado o Preto e fugido. Mas vamos seguir acompanhando e lutar para que isso não se repita”, acrescenta. 

Estaleirinho 

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O outro caso ocorreu entre quarta e quinta-feira (7 e 8): uma cadelinha grávida foi encontrada morta no Estaleirinho. Quem relatou a situação para o jornal foi Karine Almeida Gomes Cruz, presidente do Conselho Municipal de Proteção Animal – COMPA.

“Estou muito revoltada. O COMPA está montando uma ação com a GM para levantar mais evidências para passar para a Polícia Civil investigar, já que eles não têm agentes suficientes para fazer a parte de campo, a GM vai montar o caso e passar para eles na sequência. É um trabalho em conjunto. Amo quando vejo essa rede que montamos atuando, todos trabalhando juntos e coordenados, é assim que se conquista as coisas, com cooperação. Tenho orgulho do COMPA ter sido o start desse programa Abraço Animal”, salienta. 

Uma necropsia será feita para saber de qual forma a cadelinha morreu. Tinham uns objetos em cima dela, que a princípio a comunidade identificou como sendo algum ‘ritual’. 

Estudioso acredita que não há viés religioso no caso 

Consultado sobre o caso, Rodrigo Queiroz, diretor da Umbanda EAD e Sacerdote, apontou que é importante separar rituais religiosos de qualquer origem com qualquer tipo de maltrato animal, ainda mais se pressupor de ordem ritualística. 

“Sabemos que existem rituais negativos que usam o sofrimento animal em seus procedimentos, no entanto, não é um ato religioso. A respeito desta imagem afirmo sem medo de errar que não se trata de nenhum tipo de sacrifício ou ritual. Podemos considerar que este cachorro, que bem se vê, muito bem tratado parece ter morrido de morte natural, somente a necropsia pode determinar as causas”, afirma. 

Rodrigo disse que há algumas suspeitas possíveis: a cadelinha pode ter morrido sozinha e alguém mal intencionado colocou os elementos em cima dela para ‘gerar confusão popular’ dando a entender procedimento de algum ritual ou então o dono do animal entendeu por bem deixar ali e igualmente alguém fez esta associação forçada. 

“Ou ainda uma remota possibilidade do pet ter morrido, a pessoa responsável ser da religião e num ato de fé ter depositado ali numa espécie de ritual fúnebre para o animal, contudo esta é uma possibilidade muito remota e desajeitada”, acrescenta. 

O estudioso salienta que é importante frisar que não se deve associar essa imagem a ‘macumba’ e/ou ritual religioso afro-brasileiro, visto que não se utiliza cachorro em rituais de abate. 

“Ainda assim o uso do termo macumba para algo ruim é inadequado e pejorativo, que só gera mais polarização no preconceito e racismo religioso muito presente na nossa cultura”, completa.

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