A estadualização do Hospital Municipal Ruth Cardoso, que atualmente custa R$ 8 milhões/mês para Balneário Camboriú e atende todos os municípios da região, deve ser finalizada até setembro – mas até lá há trâmites que precisam ser seguidos, como a aprovação do projeto na Alesc (na Câmara municipal já foi aprovado), mas, segundo a secretária de Saúde da cidade, Aline Leal, tudo está ‘caminhando dentro do cronograma proposto’.
Aline afirmou que deve ser finalizado em breve o patrimoniamento do Hospital Ruth Cardoso – isto é, a equipe do governo estadual está fazendo todo o patrimônio para lançar edital até dia 20 de julho.
O Governo do Estado protocolou o projeto de estadualização do Ruth Cardoso esta semana.
Também haverá uma superintendência temporária, com objetivo de organizar a transição, que será comandada por Leocádio Giacomello, atual secretário de Compras do município.

“Ele ainda não foi nomeado, mas foi determinado que ele comandará a transição por conta da demanda intensa de processos, relatórios… a máquina não pode parar, é 24h o Ruth Cardoso, e enquanto isso fazemos toda essa avaliação do que precisamos entregar”, disse.
Aline também falou sobre a preocupação dos funcionários, pois muitos se questionam sobre quem ficará quando o hospital passar a ser estadual. Ela destacou que comunicação é o segredo e que a diretora geral, Tatiana Maia, conversou com a equipe em todos os plantões e que todos estão cientes dos cronogramas.
“Tudo está sendo feito com muita transparência, relatamos as transições, expliquei diferença de contrato ACT para CLT, que o Estado se comprometeu, após pedido da prefeita Juliana Pavan, para que os funcionários permaneçam, pois sabemos da dificuldade de mão de obra e temos excelentes profissionais no Ruth Cardoso”, comentou.
A secretária disse que pediu que a equipe do Ruth Cardoso siga focando nos pacientes e que sigam trabalhando como sempre atuaram, pois o hospital terá a mesma responsabilidade quando passar a ser estadual.
“Não temos que trabalhar em nome de governo e sim em nosso nome, com o compromisso à saúde, pois literalmente são vidas em jogo. Vamos continuar acompanhando o Ruth Cardoso, porque o hospital continuará sendo nosso, seguirá na nossa cidade. Não mudará nada em atendimento – o Estado tem que fazer seu papel de alta complexidade e o município, dentro das legislações e constituição do SUS, focará na saúde básica – na prevenção, nos atendimentos nas UBS”, completou Aline.

