Após a publicação da matéria sobre o Projeto de Lei Ordinária nº 279/2025, de autoria do vereador Asinil Medeiros (leia aqui), que propõe a criação do programa BC Mais Inclusiva, com o uso de uma plataforma digital de tradução simultânea em Libras, a coordenadora de Políticas Públicas para Pessoas com Deficiência (PCDs) de Balneário Camboriú, Gevelyn Almeida, entrou em contato com o jornal para esclarecer que um serviço semelhante já está em funcionamento na cidade.
De acordo com Gevelyn, a iniciativa foi lançada pela prefeitura no final de setembro, dentro do programa BC + Acessível, e já oferece tradução simultânea em Língua Brasileira de Sinais (Libras) nos atendimentos realizados pelos órgãos municipais.
Balneário Camboriú, inclusive, foi a primeira cidade catarinense a implantar um serviço desse tipo.
O sistema utilizado é o mesmo sugerido no projeto do vereador, a plataforma ICOM, que faz a intermediação por videochamadas com intérpretes profissionais de Libras.
O recurso está disponível em todos os setores da prefeitura, a partir da leitura de QR Codes instalados nos locais de atendimento.
Ao escanear o código com um smartphone, o usuário é conectado à Central de Intérpretes do ICOM, onde a conversa é traduzida em tempo real entre a pessoa surda e o servidor público.
O secretário de Assistência Social de Balneário Camboriú, Omar Tomalih, destacou que Balneário Camboriú foi pioneira em Santa Catarina com o BC + Acessível, um projeto que teria sido pensado, elaborado e testado desde o início do ano até chegar no modelo ideal que já está sendo aplicado no município pela coordenadoria de Políticas Públicas para PCDs.
“É um grande avanço que nós tivemos no mês de setembro, quando lançamos esse programa junto com a distribuição das carteirinhas das pessoas com deficiência, valorizando e dando luz à acessibilidade, que é um dos principais pilares que a prefeita Juliana Pavan tem em sua plataforma de governo. Eu fico muito feliz de poder estar à frente dessa secretaria, que já há muito tempo tem pensado nesse modelo e tem trabalhado muito, junto com a Gevelyn, que é a coordenadora desta pasta, para que a gente consiga cada vez mais facilitar a vida das pessoas”, disse.
O jornal entrou em contato com a assessoria do vereador Asinil Medeiros, que informou que não sabiam sobre o lançamento do serviço municipal, já que não houve lei aprovada tratando especificamente da implantação.
O projeto de lei apresentado por Medeiros foi protocolado no dia 14 de outubro e segue em tramitação na Câmara de Vereadores.


