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Sindicato dos Médicos lembra um ano de feminicídio de médica em Itapema

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O Sindicato dos Médicos de Santa Catarina (SIMESC) está divulgando a campanha “Feminicídio: Foi uma médica. Poderia ser qualquer uma de nós! Um crime que afeta mulheres de todas as profissões, classes sociais, raças e tipos físicos não pode ficar sem punição!”, para relembrar o primeiro ano da morte da pediatra Lúcia Regina Gomes Mattos Schultz, 59, no dia 20 de março de 2020. Ela foi estrangulada. O principal suspeito é seu companheiro Ireno Nelson Pretzel, que está foragido. O crime aconteceu no apartamento do casal, em Itapema.

Lúcia foi a 14a mulher morta nos três primeiros meses de 2020 em Santa Catarina.

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A diretora do Sindicato, a ginecologista e obstetra Eliane Soncini, disse que o crime revelou um alerta entre os colegas. “Geralmente os médicos atendem mulheres vítimas da violência. Mas médicas vítimas de feminicídio foi algo que nos chocou, porque nos prova que ainda escondemos essas barbaridades. Passado um ano, esse crime ainda não tem solução e por isso, resolvemos nos pronunciar”, destaca ao frisar que o acusado pelo crime é considerado foragido da Justiça.

Entenda o caso

Era março de 2020, e quando todos deveriam estar recolhidos em casa tentando compreender o que era a pandemia e a se acostumar com novos hábitos, de Lúcia foi tirada a vida sem que ela tivesse condições de reagir. O suspeito foi preso no mesmo dia do crime e libertado em 3 de junho de 2020.

O homem é foragido da Justiça e a família há alguns dias, expôs a angústia dessa situação em redes sociais.

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“Mesmo em se tratando de crime hediondo, mesmo tendo o assassino dado fim ao diário da vítima onde ela registrava seus abusos, mesmo tendo o feminicida tentado fugir (só retornou ao local do crime, sem saber que a polícia já havia sido acionada, porque seus filhos não o abrigaram e porque estavam proibidas as hospedagens), a Justiça entendeu que não mais subsistiam fundamentos para a prisão preventiva”, desabafa a filha da médica, Juliana dos Santos.

Para Eliane Soncini, o feminicídio não pode ser abafado e nem deixado de lado.

“Esse crime nos alcança também como colegas de profissão. A Lúcia, além de todo seu talento, competência e dedicação profissional, era muito querida pelos pacientes. Foi um choque para nós a notícia da morte dela”, enfatiza.

A diretora do SIMESC reforça que as mulheres precisam denunciar esse tipo de crime.

“E os parentes, amigos próximos, filhos, que notarem qualquer tipo de abuso, precisam ajudar a denunciar. Ainda que saibamos que nossa legislação está defasada, que a justiça muitas vezes se convence pelo discurso de bons advogados, temos que frear essa violência covarde que destrói famílias”, pede.

O silêncio mata!

Denúncias de violência contra a mulher devem ser feitas ao Disque-Denúncia criado pela Secretaria de Políticas para Mulheres (SPM). A denúncia é anônima e gratuita, disponível 24 horas, em todo o país. O número é o 180.

Denuncie!

Se você tem informações sobre o cidadão Ireno Nelson Pretzel, acusado do crime contra Lúcia Regina Gomes Mattos Schultz, com mandato de prisão n. 5002090-65.2020.8.24.0125.01.0002-04, faça contato pelo 180 ou 190. A denúncia é anônima e gratuita 24 horas em todo o país.

Fonte: Inhalt Comunicação

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