TCU nega pedido de indenização bilionária para empresa que operava porto em Imbituba

Companhia Docas de Imbituba queria R$ 3,2 bilhões.

- Publicidade -
- Publicidade -

Pela primeira vez, uma mulher comandará a Polícia Militar de Balneário Camboriú

Tenente-coronel Karoline Marcon assume o 12º BPM em 20 de outubro; Rafael Vicente deixa a unidade após sua segunda passagem pelo comando

Dentro de 60 dias todos os empregados de Balneário Camboriú (e do Brasil) terão 2 dias de folga semanal

Empresários de todos os portes precisam se preparar para o fim de um regime de trabalho abusivo.

Problemas em ponte levam Camboriú a antecipar abertura de novo binário

Rua José Bernardes Passos foi liberada nesta quarta-feira (14). Ponte da Rua Rio Amazonas opera em pista única e...

Leia também

- Publicidade -
- Publicidade -
- Publicidade -
- Publicidade -
- Publicidade -

BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) – O TCU (Tribunal de Contas da União) decidiu nesta quarta-feira (4) rejeitar a tentativa da Companhia Docas de Imbituba (CDI), de Santa Catarina, de transformar uma indenização inicialmente fixada em R$ 7,2 milhões em cerca de R$ 3,2 bilhões.

A decisão, tomada em caráter definitivo, pôs fim a um longo processo iniciado após o término da concessão do Porto de Imbituba. A CDI foi uma empresa privada que administrou o Porto de Imbituba por 70 anos, de 1942 até 2012. Quando a empresa encerrou sua atuação no porto, passou a pleitear ressarcimentos por investimentos que, segundo ela, não teriam sido amortizados.

A Antaq (Agência Nacional de Transportes Aquaviários), reguladora do setor, analisou os dados e, em 2015, reconheceu que a CDI teria direito a uma indenização de R$ 7,2 milhões. Em 2016, porém, uma secretaria do Ministério dos Transportes determinou a reavaliação dos cálculos e autorizou parâmetros que inflaram o valor total para aproximadamente R$ 3,2 bilhões, considerando prejuízos que teriam sido registrados pela empresa.

O processo foi parar no TCU, que passou a analisar os pedidos de indenização e todos os atos administrativos. Entre 2020 e 2024, o tribunal reforçou, por meio de pareceres técnicos e decisões anteriores, que a maior parte dos valores reivindicados era indevida. A CDI recorreu, mas as áreas técnicas do TCU recomendaram manter a negativa ao pedido bilionário.

O relator original do caso, ministro Aroldo Cedraz, chegou a propor uma mudança de entendimento, mas foi vencido. Prevaleceu o voto do ministro Bruno Dantas, revisor do processo, que classificou como “estapafúrdia” a tentativa da empresa de transformar lançamentos contábeis sem respaldo legal em dívida pública.

- Continue lendo após o anúncio -

Dantas afirmou que uma decisão favorável à CDI significaria “tutelar interesses particulares em detrimento do erário” e desrespeitar pareceres técnicos unânimes da agência reguladora, dos ministérios envolvidos e do próprio TCU.

“Além de contrariar a boa técnica, eventual decisão favorável à CDI esvaziaria a farta jurisprudência desta corte de que não cabe ao controle externo tutelar interesses privados, em especial para substituir o gestor em decisões validamente fundamentadas, a fim de resguardar supostos direitos eventualmente reclamados pelas partes”, afirmou Dantas, em seu voto.

Ao final, a corte reconheceu, por cinco votos a três, apenas o direito à indenização de R$ 7,2 milhões, encerrando o processo. Com Bruno Dantas votaram os ministros Walton Alencar, Benjamin Zymler, Jorge Oliveira e Antônio Anastasia. Com Aroldo Cedraz, votaram Jhonatan de Jesus e Augusto Nardes.

Atualmente, o porto é administrado pela SCPar Porto de Imbituba, uma sociedade de economia mista vinculada ao governo estadual. Essa gestão teve início em 2012, quando o Estado assumiu a administração portuária após o término da concessão com a CDI.

O porto é reconhecido por sua capacidade de movimentar diversos tipos de cargas, incluindo granéis sólidos e líquidos, contêineres e carga geral. Em 2024, alcançou um recorde histórico ao movimentar 8,3 milhões de toneladas, com destaque para o coque de petróleo, farelos de soja e milho, sal e açúcar a granel.

- publicidade -
Clique aqui para seguir o Página 3 no Instagram
Quer receber notícias do Página 3 no whatsapp? Entre em nosso grupo.
- publicidade -
- Publicidade -
- Publicidade -
- Publicidade -
- Publicidade -
- Publicidade -
- Publicidade -

Últimas

https://securepubads.g.doubleclick.net/tag/js/gpt.js window.googletag = window.googletag || {cmd: []}; googletag.cmd.push(function() { googletag.defineSlot('/1102280/calhau', [300, 250], 'div-gpt-ad-1676059778060-0').addService(googletag.pubads()); googletag.pubads().enableSingleRequest(); googletag.pubads().collapseEmptyDivs(); googletag.enableServices(); });
googletag.cmd.push(function() { googletag.display('div-gpt-ad-1676059778060-0'); });
https://securepubads.g.doubleclick.net/tag/js/gpt.js window.googletag = window.googletag || {cmd: []}; googletag.cmd.push(function() { googletag.defineSlot('/1102280/calhau', [300, 250], 'div-gpt-ad-1676489239337-0').addService(googletag.pubads()); googletag.pubads().enableSingleRequest(); googletag.enableServices(); });
googletag.cmd.push(function() { googletag.display('div-gpt-ad-1676489239337-0'); });
https://securepubads.g.doubleclick.net/tag/js/gpt.js window.googletag = window.googletag || {cmd: []}; googletag.cmd.push(function() { googletag.defineSlot('/1102280/calhau', [300, 250], 'div-gpt-ad-1676489849713-0').addService(googletag.pubads()); googletag.pubads().enableSingleRequest(); googletag.enableServices(); });
googletag.cmd.push(function() { googletag.display('div-gpt-ad-1676489849713-0'); });
https://securepubads.g.doubleclick.net/tag/js/gpt.js window.googletag = window.googletag || {cmd: []}; googletag.cmd.push(function() { googletag.defineSlot('/1102280/calhau', [300, 250], 'div-gpt-ad-1676489898509-0').addService(googletag.pubads()); googletag.pubads().enableSingleRequest(); googletag.enableServices(); });
googletag.cmd.push(function() { googletag.display('div-gpt-ad-1676489898509-0'); });