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Vereador Meirinho questiona sobre projetos da praça da Rua 1.520 e revitalização da Atlântica

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O vereador André Meirinho falou nesta semana sobre dois projetos que estão gerando expectativa e questionamentos por parte da comunidade, a revitalização da orla da Avenida Atlântica pós-alargamento e a praça da Rua 1.520, entre o camelódromo e a Igreja Matriz Santa Inês.

Praça da Rua 1.520

(Divulgação/CVBC)

Em sua fala na tribuna, Meirinho citou a matéria divulgada pelo Página 3, onde o Frei Daniel Dellandrea se posicionou de forma contrária ao projeto que contempla o terreno da igreja na praça (relembre aqui). 

“Falei em apoio ao Frei Daniel, sei que é iniciativa do Camelódromo, mas precisará ter autorização da prefeitura para sair do papel, e a questão principal é ouvir o entorno. Se quiserem usar o terreno da igreja, precisão ter autorização da igreja, ou então desapropriá-la, que seria um problema muito maior”, diz.

O vereador compartilhou com o jornal a mesma opinião que o Frei deu à reportagem: se o projeto for alterado e não contemplar o terreno da Igreja Matriz Santa Inês, a história muda. 

“A Diocese e o Frei Daniel são contrários até mesmo pela experiência de outras cidades. É preciso conversar e ver o que é possível fazer para harmonizar o local. Sou a favor de obras urbanísticas e que priorizem o pedestre”, afirma.

Síndico do Camelô: projeto está sendo refeito

(Divulgação/CVBC)

O empresário Nelson Oliveira é o síndico do Camelódromo e esteve vereador suplente até 31 de outubro. No período em que esteve na Câmara, encaminhou o projeto da praça da Rua 1.520 ao Executivo, solicitando o fechamento para trânsito da rua (ele ainda não solicitou a posição da prefeitura, pois o projeto está sendo alterado e deverá ser primeiramente apresentado aos vizinhos, incluindo a Igreja Santa Inês).

“Outros vereadores já tiveram essa ideia, não é algo do Camelô somente. Ficou parecendo que estamos contrários aos fiéis, e não é nada disso. Chegou na Diocese como se fôssemos invadir a área deles e não, porque é um terreno privado e respeitamos. No projeto, eu digo que é mea-culpa também, os arquitetos contemplaram a área toda para mostrar o quanto ficaria bonito, mas não tem como fazer sem falar com as partes. Estamos reformulando o projeto, vamos apresentar um desenho novo, contemplando apenas a rua, e então vou solicitar uma reunião com o Frei Daniel e com a Diocese, defendendo que é algo bom para a cidade, sendo mais espaço para as famílias. É agregador”, diz.

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Nelson disse que fez a indicação do fechamento da rua, e que o objetivo é tornar a área, que é uma das mais movimentadas da cidade, algo focado nas pessoas e não nos carros. 

“Vamos instalar uma câmera para fazer contagem de pessoas que circulam por ali e então vamos pedir ao governo municipal para colocar guarita da Guarda Municipal para trazer mais segurança para essa área, tanto que a igreja está ‘dentro da grade’ por conta da insegurança. Considerando tudo isso, que já abrimos ruas para carros derrubando casas e prédios, não temos como ficar aumentando mais ainda os espaços para carros, as pessoas precisam ser o foco”, pontua, citando que o trânsito do local pode ser desviado por trás da igreja (pela Rua 904, direto para a 1.500, e ônibus poderiam dar a volta por trás da igreja também). 

“Não estou dizendo que não vai ter impacto no trânsito, mas vai ser um espaço democrático, substituindo carros por pessoas”, finaliza.

Revitalização da Avenida Atlântica

Como ficará a revitalização da Avenida Atlântica, agora que o alargamento da praia central foi finalizado. Esta é uma dúvida levantada pelo vereador Meirinho na tribuna, porque foi procurado por moradores a respeito.

André Meirinho (Divulgação/CVBC)
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Há um projeto em andamento, bancado por empresários da cidade [do Instituto + BC], feito pelo Escritório Índio da Costa, do Rio de Janeiro, que seria o utilizado pela prefeitura. Porém, o Masterplan pago pela prefeitura e desenvolvido pelo Escritório de Jaime Lerner também contempla a orla da praia.

“É em cima disso a nossa dúvida. Por isso, chamei o Rubens Spernau, que é o responsável por isso, para ir à Câmara. Foi aprovado o requerimento de convocação, mas ainda não houve resposta de quando ele irá. É complicado, porque aparecem projetos do nada, a comunidade quer saber, nos questionam, e a prefeitura não se manifesta. Precisa ser esclarecido qual projeto vão usar, a prefeitura precisa dizer o que pensa sobre. Precisamos saber o que de fato vai ser feito, para não ficar em cima de boatos. Há muitas dúvidas, sobre banheiros, quiosques, o que o projeto contempla ou não, quanto aos prazos e se a comunidade poderá apoiar”, salienta Meirinho.

Prefeitura aguarda projeto de urbanização

O engenheiro Rubens Spernau, da assessoria do prefeito Fabrício Oliveira, disse que a prefeitura está aguardando o projeto do escritório Índio da Costa, que deverá chegar até o final do mês.

“Ainda não recebemos o projeto, porque não está finalizado, segue em discussão, tem questões em aberto ainda, relacionadas aos banheiros. Até o final deste mês deverá chegar o projeto final e assim que tivermos ele será disponibilizado para a sociedade. Isso será feito sem sombra de dúvidas, todos vão conhecer, sugerir, opinar. Hoje sabemos o que queremos, mas ainda não temos a definição final”, disse Spernau. 

Masterplan abrange toda a cidade

Segundo Spernau, o Masterplan é mais conceitual, para discutir um macroprojeto, muito mais amplo, porque trata de uma avaliação completa da cidade quanto às suas potencialidades de desenvolvimento com enfoque forte na região ao sul do rio Camboriú. 

“A orla entrou como uma proposta muito mais da iniciativa deles (escritório Jaime Lerner),  que nunca foi descartada, acho que tudo é válido e não existe projeto perfeito”, concluiu Spernau.

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