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Católicos não querem praça do Camelódromo na igreja matriz

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O pároco da Igreja Matriz Santa Inês, Frei Daniel Dellandrea, disse que seus fiéis foram surpreendidos com a divulgação do projeto de uma praça, que a direção do Camelódromo quer construir na Rua 1.520 e que são contra a iniciativa.

Segundo o pároco, ele tomou conhecimento de nova investida do Camelódromo, através de reportagem publicada pelo Jornal Página 3 (relembre aqui). 

Ele tratou do assunto nas missas deste último final de semana porque, através das imagens divulgadas pelo jornal, é possível ver que essa praça tomaria o terreno da igreja, fechando a Rua 1.520.

“Em 2019 havíamos dado devolutivas negativas, e agora que se tornou público, sem antes haver um diálogo, os fiéis se preocuparam e nos questionaram”, explicou o Frei Daniel.

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O Arcebispo Dom Wilson (da Arquidiocese de Florianópolis), solicitou que fosse feito um comunicado aos fiéis, deixando claro que são contra  a utilização do terreno da igreja para a praça pública.

O pároco pontuou que o fechamento da Rua 1.520 também preocupa quanto à mobilidade, pois os arredores da igreja e do Camelódromo costumam ter um grande movimento de pessoas e veículos. 

“Não vamos ceder o terreno para a praça, e nos preocupamos principalmente com a retirada da cerca da igreja, por conta da segurança. Tememos que usem, principalmente à noite, para consumo de drogas e que até mesmo depredem a igreja”, destacou.

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O Frei disse que conversou na quinta-feira (28) com o síndico do Camelódromo, Nelson Oliveira, e ele disse que há uma proposta de um calçadão na frente da igreja, que seria outro projeto, algo bem diferente. 

“Quanto à praça, somos contrários; mas nos colocamos à disposição para dialogar e se for positivo e bom para todos, apoiaremos”, completou.

“MAL ENTENDIDO”

O síndico do Camelódromo, Nelson Oliveira, disse ao Página 3 que houve um “mal entendido” e que a proposta não atinge o terreno da igreja, seria feito um calçadão.

As imagens fornecidas pelo próprio síndico, dias atrás, ao Página 3, mostram que a ideia era sim avançar sobre o terreno da igreja.

Em relação ao sistema viário Nelson alegou que “não adianta” criar espaço para veículos, é necessário privilegiar os pedestres e que o trânsito pode ser desviado pela rua de trás.

Esse desvio sugerido pelo síndico do Camelódromo, para beneficiar um empreendimento privado, aumentaria sobremaneira os problemas de trânsito naquela região.

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