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Visita especial para lembrar o Dia do Autismo no Aventura Jurássica

Um dos mais novos atrativos turísticos de Balneário Camboriú, o Aventura Jurássica, realizou nesta terça-feira (2), Dia Mundial de Conscientização sobre o Autismo, o Autis Day, com abertura do parque em horário especial e visita guiada por Thor Cugnier Guenther.

Thor, mais conhecido como o Aventureiro da Aventura Jurássica, autista de 19 anos domina tudo sobre dinossauros,  é autor e ilustrador de quatro livros e diretor de seis minisséries no YouTube e Instagram.

Crianças e seus responsáveis foram recepcionados de forma especial pela equipe do parque (Foto: Ana Cirico)

Segundo a assessoria do Aventura Jurássica, as inscrições para o Autis Day esgotaram em poucos minutos – 30 crianças, acompanhadas de seus responsáveis, puderam aproveitar o passeio guiado por Thor, que fez sucesso quando contou que estava começando a trabalhar no Aventura Jurássica (é o primeiro emprego dele). Enquanto isso, os pais que acompanharam as crianças puderam participar de um bate-papo com Cláudia Cugnier Guenther, mãe de Thor, sobre a experiência de ter um filho autista. 

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Thor foi diagnosticado aos dois anos e foi incentivado a aproveitar a diversidade de ideias e força de vontade para criar, inovar e se destacar.

Autis Day contou com visita guiada por Thor Cugnier, autista ‘Aventureiro’ e escritor de Balneário Camboriú (Foto: Ana Cirico)

Dificuldade para confirmar o diagnóstico e importância do acompanhamento

A dona de casa Daniela Cordeiro é mãe de Emanuel, de seis anos, que foi diagnosticado com autismo aos três anos – mas a suspeita surgiu quando ele tinha dois anos. 

Ela conta que o filho tinha um atraso considerável de fala, que foi o que mais lhe chamava a atenção. Porém, a pediatra disse que a situação ocorria por Emanuel ser filho único e que era mimado, e que Daniela precisava ser mais ‘firme’ com ele. “Mesmo assim eu continuei insistindo, porque a gente sentia que não estava legal, que precisava buscar uma melhora. E depois que ela [a pediatra] falou muitos absurdos, consegui um encaminhamento com fonoaudióloga, que aí já encaminhou para um neurologista e foi mais fácil, mas até essa caminhada durou mais ou menos um ano. Com três aninhos iniciou o acompanhamento. Já vai fazer quatro anos que ele faz as terapias e os acompanhamentos, vai para a escola e se desenvolveu muito bem. Agora ele fala, fala por ele e pelo primo [também é autista] que já é mais tímido (risos)”, conta.

Da esquerda para a direita, Dani e Emanuel e Alessandra e Benjamin (Foto: Ana Cirico)


Importância do acolhimento para os pais

Daniela salienta que Emanuel é uma criança bastante comunicativa e extrovertida e que já havia conhecido o Aventura Jurássica, mas que estava muito empolgado para ir novamente. 

Ela elogiou a proposta do Autis Day de acolher também os pais e mães, que puderam dialogar com a mãe de Thor, Cláudia. 

“É um sentimento de ser amado e acolhido, porque muitas vezes a gente não tem muita rede de apoio. Muitas vezes a gente já perde determinadas amizades que a gente tinha quando você vira mãe, e quando você vira mãe de uma criança atípica isso se reduz muito mais. É uma caminhada muito solitária. Uma ação dessa de acolhimento é muito maravilhoso”, acrescenta.

Apoio dentro da família

Além de Emanuel, há outro autista na família – Benjamin, filho da irmã de Dani, a advogada Alessandra Dagostin. 

O diagnóstico de Benjamin veio recentemente e as irmãs acabaram encontrando apoio uma na outra. Alessandra aponta que participar do Autis Day foi muito especial porque sentiu ‘um sopro de esperança’. 

“Eu falei isso para a Cláudia, a mãe do Thor, que ver ele caminhando para a vida adulta, inserido no mercado de trabalho, é muito especial, é um sopro de esperança para a gente – de que há esperança para o futuro, de inclusão, aceitação; que os autistas vão ser entendidos, acolhidos. Espero que outras empresas se espelhem na iniciativa do Grupo Oceanic e que isso seja comum, que não seja uma surpresa, que as pessoas não olhem, ‘nossa, que legal’. Hoje o mérito é todo do Oceanic, mas que as empresas, que a sociedade, possam olhar essa iniciativa”, pontua.


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