Balneário Camboriú duplicou número de mortes por Covid em apenas 98 dias

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A prefeita Juliana Pavan anunciou que outras mudanças ocorrerão ainda  neste mês. Se dependesse deste colunista seriam muitas.

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(Waldemar Cezar Neto) Ao seguir as práticas que levaram o Brasil à maior crise sanitária da sua história, Balneário Camboriú acumulou 146 mortes em apenas 98 dias, dobrando a quantidade de vítimas ao longo de toda a pandemia e atingindo 292 óbitos

De março a dezembro do ano passado, Balneário Camboriú acumulou 146 mortes e nesta quarta-feira, 7 de abril, chegou a 292, o dobro exato de todo o ano de 2020.

Nunca na história da cidade algo matou tantas pessoas ao mesmo tempo, mas o prefeito, os vereadores e parcela da população continuam agindo como se a realidade fosse outra.

Em parte é efeito do bolsonarismo, que imbeciliza as pessoas, nega a ciência e insiste no erro, mas também concorre para este estado de coisas a negação do fato que para deter a pandemia é preciso reduzir radicalmente a circulação de pessoas.

Doenças contagiosas são combatidas com afastamento, remédios e vacinas. Não existem remédios e não há vacinas suficientes, portanto resta o afastamento.

- Continue lendo após o anúncio -

A administração da pandemia é caótica, o Brasil se arrasta com menos de 10% da população vacinada e um presidente charlatão propagando todos os dias informações falsas e anticientíficas.

O negacionismo em Balneário, além de sinal de ignorância, é fator de empobrecimento. Dependemos do turismo, mas turistas não procuram locais onde podem contrair uma doença mortal, por isso os hotéis, nosso melhor termômetro, amargam 30% de ocupação nas melhores datas.

É uma situação indecente, que deveria envergonhar a todos, ter 200 catarinenses em risco de morrer, por não existir leito de UTI.

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