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Porto de São Francisco do Sul cresce, vira o maior de SC e terá investimento de R$ 300 milhões

SÃO FRANCISCO DO SUL, SC – Impulsionado por cargas como soja, milho, ferro e aço, o porto de São Francisco do Sul tornou-se o maior de Santa Catarina e precisará passar por um aprofundamento do canal para receber navios maiores, num investimento previsto de R$ 300 milhões.

Localizado no norte do estado, o porto assumiu em novembro do ano passado a liderança na movimentação de cargas dos portos catarinenses e terminou 2023 como o sétimo em movimentação de carga bruta no país, atrás de Santos, Paranaguá, Itaguaí, Itaqui, Rio Grande e Suape.

Com condições de receber somente navios com até 310 metros de comprimento, será preciso aprofundar o canal externo que dá acesso aos portos de São Francisco do Sul e da vizinha Itapoá dos atuais 14 metros para 16 metros, o que permitirá que navios de até 366 metros de comprimento atraquem nos locais.

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O porto registrou crescimento na movimentação em todos os meses do ano passado, em comparação com o mesmo mês do ano anterior, com um acumulado de 32,9% de alta, e tem mantido o desempenho positivo em 2024, superando outros portos no estado, como os de Navegantes e o de Itapoá. Itajaí, que virou a maior economia do estado tendo seu porto como um dos motivos, viveu nos últimos anos um imbróglio envolvendo o transporte de contêineres.

No acumulado dos cinco primeiros meses do ano, o porto movimentou 7,3 milhões de toneladas de cargas, 16% acima das 6,3 milhões do período de janeiro a maio de 2023.

Somente em maio, a movimentação atingiu 1,4 milhão de toneladas, 13% acima do mesmo mês do ano passado, com predomínio para a exportação.

Na última semana, o local recebeu navios de Hong Kong, Libéria e Malta, procedentes de países como Indonésia e Emirados Árabes Unidos. O maior deles tinha 229 metros de comprimento, bem abaixo da meta do porto após as obras.

“Está muito restrito no Brasil hoje [o recebimento de grandes navios], e será importante para o crescimento de São Francisco”, disse o diretor de administração e finanças do porto, Lindomar Dutra.

Ele afirmou que, ainda que navios com 366 metros de comprimento demorem para chegar ao porto após a obra, os de 336 metros que se proliferaram pelo mundo só entram hoje em São Francisco do Sul com restrição de carga.

“Os de 366 metros são navios novos, não há muitos no mercado. Mas o de 336, a gente fazendo esse trabalho, ele vai entrar full. Ele virá direto da China e vai entrar sem precisar passar em algum porto para descarregar”, disse.

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Em junho, o governador Jorginho Mello (PL) se reuniu com o ministro Silvio Costa Filho (Portos e Aeroportos) para apresentar a proposta de PPP (Parceria Público-Privada) para viabilizar a obra de alargamento e aprofundamento da baía da Babitonga, onde ficam os portos.

O protocolo de intenções estabelece que o Porto Itapoá custeará as obras. O documento foi assinado entre o governo estadual e os portos de São Francisco do Sul e Itapoá e prevê que o investimento do porto pagante retornará na forma de desconto em tarifas portuárias. São necessárias licenças ambientais do Ibama.

A licitação para contratar a obra deve ser lançada neste ano e a primeira parte contemplará a suavização da curva do canal, para melhorar a segurança da navegação, seguida pelo alargamento do canal de acesso externo e o realinhamento do seu trecho inicial, aprofundando-o para os 16 metros previstos. A previsão é que a obra seja executada em oito meses.

“Muda a realidade, eleva a competitividade do porto para que seja compatível com os grandes navios e é um modelo diferente. Nós não estamos pedindo dinheiro para o governo, não estamos usando dinheiro do governo, vamos descontar em tarifa”, disse o governador após a reunião.

No mesmo encontro, o secretário estadual Beto Martins (Portos, Aeroportos e Ferrovias) disse que o processo vai virar case para o país. “Santa Catarina já sabia da necessidade dessa obra há mais de dez anos. Nós estamos cinco gerações de navios atrasados, porque não se dava protagonismo, não se dava relevância”, disse.

As exportações foram responsáveis por 61% da movimentação do porto em 2023, tendo como principais destinos China, Estados Unidos, Irã, Japão e Taiwan. Já as importações, que representaram 39%, tiveram como destaques China, Estados Unidos, Omã, Rússia e Marrocos.

Pelo porto, fundado há 69 anos, passam principalmente mercadorias como soja, milho, ferro, aço e fertilizantes, mas também óleos vegetais e madeiras.

Ter feito investimentos em tecnologia nos últimos anos (R$ 20 milhões no total, em 2023), atraído o embarque de fertilizantes, uma ferrovia que leva ao porto, quatro aeroportos relativamente próximos (Joinville, Navegantes, Florianópolis e Curitiba) e conexão rodoviária com a BR-101, uma das principais do país, ajudam a explicar o crescimento do porto, de acordo com Dutra.

“Num raio de 100 quilômetros, atingimos 50% do PIB do Paraná e de Santa Catarina. Não somos grandes produtores de soja, mas 80% da soja do estado é escoada por aqui e 42% do aço importado pelo Brasil passa pelo porto”, disse.

Segundo o executivo, mesmo com os recordes do ano passado em movimentação de cargas, 2024 está sendo um ano muito promissor.

O investimento não é o único anunciado recentemente para a região. Um terminal de gás que deverá triplicar a oferta do produto no Sul do país foi anunciado em abril pela empresa norte-americana NFE (New Fortress Energy), que terá terminal na baía da Babitonga, em São Francisco do Sul, para armazenar GNL (Gás Natural Liquefeito) para atender setores como fábricas de cerâmica em Santa Catarina e metalúrgicas.

VAI DAR PRAIA

A areia retirada para o aprofundamento do canal, caso as obras sejam executadas conforme o protocolo de intenções, será utilizada para “engordar” a praia de Itapoá, que tem sofrido com erosão marítima nos últimos anos.

“Também em Itapoá, na baía da Babitonga, nós de graça, de graça não, de tabela, vamos engordar a praia de Itapoá, então vai sair uma praia com um alargamento de praia, enfim, vamos dar vida para o turismo, para o crescimento da nossa querida Itapoá também”, afirmou o governador no encontro com o ministro.

De acordo com a gestão do porto e a prefeitura do município catarinense, será a primeira obra no Brasil a usar areia de aprofundamento de um canal para engordar uma praia.

Outros municípios catarinenses já alargaram faixas de areia em suas praias, como Balneário Camboriú e Florianópolis.


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