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Dólar salta quase 2% um dia após corte de juros, Petrobras registra lucro 47% menor e outros destaques do mercado

DÓLAR DISPARA UM DIA APÓS COPOM

Um dia depois de o Banco Central ter optado por um corte de juros mais agressivo do que esperava parte do mercado, rebaixando a Selic em 0,5 ponto percentual e antecipando mais quedas, o dólar fechou em forte alta de 1,91%, a R$ 4,897 –após ter batido em R$ 4,90 durante o dia.

Mas não foi apenas o Copom que desvalorizou o real, alertam analistas.

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ENTENDA

O dólar é afetado por diversas variáveis, e movimentos diários de sobe e desce da moeda costumam não ser explicados por apenas um motivo. Nesta quinta, os economistas destacaram alguns fatores:

– Externo: foi um dia de valorização da moeda americana contra pares emergentes, derrubando divisas que vinham de uma sequência recente de alta.

– Copom: a decisão diminui o diferencial de juros entre o Brasil e os EUA. Isso tira parte da atratividade de quem pega dinheiro emprestado lá fora para aplicar aqui dentro e ganhar com a diferença.

– Aversão ao risco: por ser uma decisão de placar dividido (5×4) e a primeira com diretores indicados pelo governo Lula (PT), o tom mais brando do comunicado gerou cautela entre setores do mercado sobre as decisões do colegiado caso a inflação volte a subir.

Esse sentimento apareceu também nos vencimentos mais longos dos juros futuros, que subiram no dia, ao contrário dos vencimentos mais curtos.

NOVOS RECUOS DA SELIC DEVEM ENCARECER O DÓLAR?

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Não necessariamente. Apesar de a atratividade do diferencial de juros seguir caindo, ao mesmo tempo há mais oportunidades na Bolsa, o que tende a atrair capital externo, explicam os analistas.

A Bolsa chegou a disparar na abertura desta quinta, mas fechou em queda de 0,19%, aos 120.585 pontos, em um dia de realização de lucros.

OS PRINCIPAIS BALANÇOS DO DIA

A Petrobras fechou o segundo trimestre de 2023 com lucro de R$ 28,8 bilhões, queda de 47% em relação ao mesmo período do ano anterior, refletindo os menores preços do petróleo e dos combustíveis vendidos pela estatal.

O Bradesco registrou lucro líquido de R$ 4,518 bilhões, queda de 35,8% na comparação com o 2º tri do ano passado.

A Apple viu sua receita cair pelo terceiro trimestre consecutivo, enquanto a área de serviços (App Store, streaming…) atingiu receita recorde.

A Amazon teve crescimento de vendas e lucro acima das expectativas do mercado.

PRÉVIA’ DE CARROS VOADORES CHEGA A SP

Enquanto os carros voadores (eVTOLs) não chegam, a empresa portuguesa de frota aérea OHI lançou nesta quinta o Revo, um serviço de -UberCóptero- para a alta renda paulista.

ENTENDA

Diariamente, os voos partem de dois locais da Faria Lima para o aeroporto de Guarulhos em viagens que duram 15 minutos e custam R$ 3,5 mil.

Às sextas e segundas a Revo também terá viagens para a Fazenda Boa Vista em pouco menos de 30 minutos e por R$ 5 mil. O condomínio de alto luxo fica em Porto Feliz, a 100 quilômetros da capital.

Os voos são reservados pelo app (apenas iOS) e acontecem mesmo que os helicópteros não sejam totalmente ocupados. A empresa tem duas aeronaves e espera chegar a 12 em cinco anos.

Além do voo em si, a reserva inclui o transporte das bagagens e um motorista particular que leva o passageiro e suas malas da sua casa ou escritório até o heliponto e vice-versa.

A estratégia da companhia é fornecer uma alternativa de fuga do trânsito aos paulistanos de alta renda. Para isso, ela se baseia no número de passageiros premium (que voam de executiva e primeira classe) no aeroporto de Guarulhos, de 1,1 milhão por ano.

A Revo pretende transportar 2,5 mil clientes até o fim de 2023 e chegar a 80 mil até 2025.

As viagens até o aeroporto são as que deverão ser feitas pelos carros voadores, que têm autonomia de até 50 quilômetros, e por isso devem ser um teste de demanda por essas aeronaves.

A Revo tem um acordo com a Eve, da Embraer, para comprar 50 unidades. As primeiras entregas do modelo estão previstas para 2026.

DÊ UMA PAUSA

Para ler: “Como a China Escapou da Terapia de Choque” (Isabella M. Weber, trad. Diogo Faia Fagundes, Boitempo, R$ 97 (472 págs.).

Em livro-recém lançado no Brasil, a economista alemã analisa as reformas econômicas que moldaram o caminho da China ao longo das últimas décadas a partir de dezenas de entrevistas e documentos históricos.

A autora destrincha os debates que dividiram formuladores de políticas públicas sobre como conduzir a transição chinesa rumo a uma economia de mercado e compara com o modelo adotado na maioria dos países que pertenciam à União Soviética.

Weber entrega uma narrativa sobre o sucesso do modelo econômico chinês que não incorre no erro de pensar o Estado enquanto um monolito, escreve em análise Isabela Nogueira, professora do Instituto de Economia da Universidade Federal do Rio de Janeiro.

O QUE MAIS VOCÊ PRECISA SABER

MERCADO

Liberação de agrotóxico no governo Lula segue ritmo da gestão Bolsonaro. Em seis meses e meio foram feitos 231 registros, volume que já supera o total anual de qualquer outra gestão do PT.

AMBIENTE

Indígenas e quilombolas lutam contra impactos ambientais do ‘lítio verde’ no Vale do Jequitinhonha. Povos alertam para aparecimento incomum de animais na região; OUTRO LADO: mineradora diz que ocorrência não tem a ver com empreendimento.

PETROBRAS

Nova política reduz dividendos da Petrobras em cerca de R$ 5 bilhões. Estatal pagará R$ 15 bilhões pelo resultado do segundo trimestre de 2023.

MERCADO

São Paulo e Rio devem ser os primeiros destinos da H&M no Brasil. Com chegada prevista para 2025, varejista sueca de moda já negocia pontos em shopping.

(Folhapress)

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