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Morreu o designer que virou marca

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Pierre Cardin, o estilista cujo nome famoso estampou tudo, de relógios de pulso a lençóis depois que seus estilos icônicos da Era Espacial o atiraram na estratosfera da moda na década de 1960, morreu, aos 98 anos. O anúncio foi divulgado pela Academia Francesa de Belas Artes nesta terça-feira, 29, que não informou a causa nem a data exata da morte.

No negócio dos licenciamentos, o nome de Cardin apareceu em milhares de produtos – o apogeu da marca aconteceu nas décadas de 1970 e 1980, quando produtos com sua assinatura cursiva e sofisticada eram vendidos em cerca de 100 mil pontos em todo o mundo. Esse número diminuiu drasticamente nos anos posteriores, à medida que seus produtos eram cada vez mais considerados de fabricação barata e suas roupas – que, décadas depois, permaneceram praticamente inalteradas em relação aos estilos dos anos 60 – pareciam quase ridiculamente desatualizadas. Empresário experiente, Cardin usou a fabulosa riqueza que foi fruto de seu império para abocanhar propriedades de primeira linha em Paris.

O estilista nasceu em 1922, em Sant’Andrea di Barbarana, uma fração do município de San Biagio di Callalta, na província de Treviso, na Itália, mas cresceu na França, país onde deu os primeiros passos na moda. Nascido em uma família de ricos fazendeiros, que acabou na pobreza após a Primeira Guerra Mundial, ele nunca se esqueceu da Itália. Talvez, entre todos os costureiros do século passado, nascidos na Itália e criados na França, Cardin foi quem melhor representou aquela mistura de estilos entre os dois países, motivo determinante de seu sucesso

A pobreza motivou sua família a buscar a redenção com a mudança para a França em 1924, quando ele tinha apenas dois anos de idade. Aos 14 anos, em 1936, o jovem Pierre, cujo nome italiano, Pietro, havia sido afrancesado, começou seu aprendizado como alfaiate em Saint-Etienne. Depois de uma breve experiência na Manby, ele chega em Paris em 1945, trabalhando primeiro para Jeanne Paquin e depois para Elsa Schiaparelli. Logo se tornou o primeiro alfaiate da maison Christian Dior já no ano de sua inauguração, em 1947 – isso depois de ser rejeitado por Cristobal Balenciaga. Cardin participou inclusive do sucesso de Dior, que inventou o New Look.

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Em 1950, ele fundou sua própria casa de moda, aventurando-se pela alta costura três anos depois. Cardin ficou famoso por seu estilo futurista, inspirado nas primeiras façanhas do homem no espaço. Ele preferia cortes geométricos, muitas vezes ignorando formas femininas. O estilista adorou o estilo unissex e passou a experimentar novas linhas.

Em 1954, Cardin introduziu o vestido bolha. Também foi um precursor na escolha de novos mercados e na assinatura de novas licenças. Em 1959, foi o primeiro estilista a abrir uma loja de alta costura no Japão. No mesmo ano, foi expulso do French Chambre Syndacale, por ter lançado pela primeira vez em Paris uma coleção sob medida para os grandes armazéns Printemps. Mas ele logo foi reintegrado.

Como muitos outros designers, Cardin decidiu em 1994 mostrar sua coleção apenas para um pequeno grupo de clientes e jornalistas selecionados. O designer amava a alta sociedade e o mundo do jet set, por isso, em 1981, comprou os famosos restaurantes parisienses Maxim’s. Em pouco tempo, abriu filiais em Nova York, Londres e Pequim, além de ingressar em uma rede de hotéis. Entre as licenças da linha Maxim’s, estava também uma água mineral que era retirada e engarrafada em Graviserri, na província de Arezzo

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A trajetória de Cardin inspirou um documentário, apresentado no Festival de Veneza, em 2019: House of Cardin, de P. David Ebersole e Todd Hughes. Uma viagem que explora em todos os aspectos o que muitos definem o Enigma Cardin, dada a confidencialidade do homem, e a capacidade do artista e empresário de criar um império, com um valor que ultrapassou um bilhão de dólares.

“Tudo começou com 200 mil casacos vermelhos vendidos nos Estados Unidos”, revelou no filme biográfico, mostrando as peças com que conseguiu se firmar nos mercados soviético e chinês a partir de 1970. Cardin “é um imperador total”, diz no filme Jean-Paul Gautier, entrevistado entre outros, como Sharon Stone, Naomi Campbell e Philippe Starck. (COM AGÊNCIAS INTERNACIONAIS)

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