Um cão da raça pitbull, que se chamava Skank, foi morto na noite de terça-feira (30), na Rua Itália, no Bairro das Nações, em Balneário Camboriú, enquanto policiais atendiam uma ocorrência de tráfico de drogas na casa onde o cão vivia. Na ocasião, um homem de 24 anos foi preso por tráfico.
Moradores explicaram ao Página 3 que o cão era dócil e que a dona dele havia pedido aos policiais para tirar o cachorro antes da entrada deles na casa e os PMs não teriam deixado.
“O cachorro estava dentro da casa. Ele vive solto porque é que nem criança, dócil. Todos ali conhecem o cachorro e podem afirmar que ele nem parecia um pitbull, de tão dócil que era. Porém, repito, a dona pediu para retirar o cachorro antes e eles não deixaram”, disse.
O jornal recebeu um vídeo onde é possível ouvir um homem falando para a tutora de Skank ‘não deu tempo, na hora que o policial abriu a porta, o cachorro veio, ninguém conhece o cachorro, é um pitbull’.
“O que eles falaram é que quando abriram a porta o cachorro veio, mas a porta estava aberta e o cachorro vem mesmo para brincar, mas o dono estava junto também. Não tem como falar que foi quando abriram a porta”, salientou a moradora.
O pitbull foi morto com um tiro.
O que diz a Polícia Militar

A PM informou que a morte do cão aconteceu durante o atendimento de uma ocorrência de tráfico de drogas. No local, foram encontradas porções de maconha e uma porção grande de haxixe (aproximadamente 300g, que rende diversas ‘bolas’ da droga), além de dinheiro.
O jornal procurou o Comandante do 12o Batalhão de Polícia Militar (12BPM) de Balneário Camboriú, Tenente-Coronel Rafael Vicente, que explicou que o cão era grande e que na hora em que os PMs foram fazer a prisão, o animal teria os atacado.
“Tem cachorro que conseguimos empurrar, afastar, mas tem cão que é mais agressivo e que não dá tempo. O objetivo não era esse [matar Skank], mas como soltaram e ele foi em cima dos policiais, foi efetuado o disparo para integridade física dos policiais, que não o conheciam e não sabiam como era o cão, ainda mais sendo da raça pitbull”, acrescenta.
Houve inclusive uma situação recente na Vila Fortaleza, área de invasão na região sul da cidade, onde um cão da mesma raça mordeu um guarda municipal enquanto acontecia a prisão de um traficante foragido.
“Acredito que neste caso tudo deve ter sido muito rápido, mas sempre procuramos evitar o disparo de arma de fogo, que chamamos de uso de força letal. Há a pirâmide do uso da força – começa com verbalização (‘polícia, mão na cabeça, pare’), segue para o uso de gás de pimenta, com munições não letais, e então o uso de força letal – que é o disparo de arma de fogo, para resguardar a vida de terceiros ou do policial, assim como quando uma pessoa aponta uma arma para o policial (como aconteceu no último final de semana em Camboriú, ocasião em que um foragido foi morto pela PM)”, completou Vicente.
