Polícia prende 3 sob suspeita de latrocínio de corretora em Santa Catarina

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(FOLHAPRESS) – A Polícia Civil de Santa Catarina prendeu três pessoas sob suspeita de envolvimento na morte da corretora imobiliária Luciani Aparecida Estivalet Freitas, de 47 anos, que estava desaparecida desde a segunda-feira (9).

Os investigadores confirmaram nesta sexta (13) que partes do corpo encontrado em um córrego na quarta (11) na cidade de Major Gercino, na região metropolitana de Florianópolis (SC), é da vítima. O caso é investigado como latrocínio (roubo seguido de morte) e ocultação de cadáver.

Segundo os investigadores, Luciani provavelmente foi morta entre os dias 4 e 5. O corpo teria permanecido até a madrugada do dia 7 no apartamento dela, quando foi removido. Em seguida, foi esquartejado e levado até a ponte na área rural de Major Gercino, onde foi lançado no rio em cinco pacotes. A polícia realiza buscas para localizar outras partes do corpo.

Durante as investigações, os agentes identificaram que um adolescente estava retirando compras feitas com os dados e meios de pagamento de Luciani em diferentes pontos da região norte de Florianópolis.

Na quinta-feira (12), a polícia prendeu a administradora de uma pousada por suspeita de envolvimento no crime. Em um apartamento sob responsabilidade da mulher, foram encontrados pertences da vítima, como notebook e televisão, e mercadorias adquiridas online.

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A polícia diz que a administradora da pousada estaria recebendo compras feitas em nome da vítima.

Também na quinta, a Polícia Rodoviária Federal prendeu em Gravataí (RS) um homem de 27 anos, irmão do adolescente investigado, e uma mulher de 30 que moravam em um apartamento vizinho ao de Luciani. Segundo a Polícia Civil, o casal estava tentando fugir.

O homem estava foragido por envolvimento em um latrocínio cometido em 2022 na cidade de Laranjal Paulista (SP).

A polícia não informou os nomes dos três presos, o que impossibilitou o contato pela reportagem nesta sexta-feira. Não foi informado se o adolescente envolvido foi apreendido.

PARENTES NOTARAM MENSAGENS SUSPEITAS

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Natural de Alegrete (RS), Luciani morava na praia do Santinho, no norte da ilha. O último contato confirmado com a família ocorreu no dia 4 de março.

Pelas redes sociais, parentes relataram que acionaram a polícia após receber mensagens suspeitas enviadas do número dela no WhatsApp, com erros de português e uma forma de escrever diferente da que ela costumava usar.

Em uma das mensagens, Luciani disse que estava bem e com medo de um ex-companheiro que supostamente a perseguia por ciúmes. Segundo o relato, ela já havia registrado queixa contra ele na polícia e dizia pensar em ir ao Paraguai passar um tempo com uma amiga.

Ela também teria reclamado de uma suposta intromissão de pessoas em sua vida e em seu relacionamento. “Só pesso [peço] que me respentem [respeitem] e me deixe em paz”, dizia uma das mensagens.

A família publicou uma nota nas redes sociais de Luciani na quarta-feira pedindo que clientes e inquilinos dela não façam pagamentos ou transferências para suas contas.

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