Aprovada Semana Maio Furta-Cor, para dar visibilidade às experiências emocionais da gestação, parto e pós-parto

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As fotografias são as que aparecerão na urna, durante a votação. Fonte dos dados e imagens TSE.

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A Câmara de Vereadores de Balneário Camboriú aprovou por unanimidade esta semana a redação final do projeto da vereadora Ciça Müller (PDT), que institui a Semana Maio Furta-Cor no Calendário Oficial de Eventos do município. A proposta segue agora para sanção da prefeita Juliana Pavan.

A ideia da lei nasceu em maio deste ano, quando a Câmara recebeu a roda de conversa “Nem Toda Maternidade é Rosa”, realizada durante a campanha Maio Furta-Cor. O encontro, articulado pela vereadora e organizado pela psicóloga perinatal Daniele Ilibrante, reuniu mães, profissionais da saúde e pessoas interessadas no tema, criando um espaço de escuta, reflexão e acolhimento.

Durante a construção da lei, houve participação popular por meio dos conselhos municipais da Mulher e da Saúde. O projeto também recebeu aprovação das duas Comissões Internas da Câmara – Educação e Cultura, Saúde e Assistência Social e Justiça e Redação – e contou com a colaboração da Procuradora Especial da Mulher da Câmara de Vereadores.

A Semana Maio Furta-Cor tem como objetivo dar voz e visibilidade às experiências emocionais que acompanham a gestação, o parto e o pós-parto, momentos considerados intensos, complexos e muitas vezes silenciosos, que impactam diretamente a vida das mulheres e suas famílias. 

“Com uma em cada quatro mulheres enfrentando algum tipo de sofrimento psíquico nesse período, mas sem o devido acompanhamento, a iniciativa se apresenta como uma política pública fundamental, alinhada ao ODS número 3, para promover acolhimento, informação e fortalecimento das redes de apoio”, explica Ciça.

A vereadora aponta que nem sempre a maternidade é uma escolha, e cada gestação traz consigo emoções, desafios invisíveis e transformações profundas. 

“Ela impacta não apenas emocionalmente, mas também nas questões sociais, financeiras e profissionais. É preciso acolher, escutar e apoiar as mulheres nesse momento tão único e delicado”, acrescentou. 

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