Uma reunião pública sobre a causa animal acontece no dia 15 de setembro, às 19h, na Câmara de Vereadores de Balneário Camboriú, com apoio dos gabinetes dos vereadores Naifer Neri, Victor Forte, Asinil Medeiros, Marcelo Achutti e Ricardinho da Saúde.
O foco será discutir a necessidade de mais apoio aos protetores individuais de animais na cidade e também a criação de um hospital ou clínica veterinária pública na cidade. O momento é aberto a todos os moradores, que podem e devem participar para discutir o tema.
O protetor de animais Eduardo Capella, que já foi presidente da ONG Viva Bicho, é um dos organizadores. Ele, que é protetor há mais de 20 anos em Balneário Camboriú, explica que o foco da reunião é escutar e ajudar todas as instituições e protetores que atuam na cidade.
“Eu me uni com um grupo de protetoras, que não têm auxílio de ninguém ou do município – a conta sempre fica para elas. Elas têm um número relevante de animais também no município. Me reuni com elas, fizemos um plano de trabalho do que a gente precisa para a causa animal em termos de saúde, e levamos para a Câmara, para pleitear o hospital ou a clínica pública veterinária, para atender as protetoras, atender os animais do município, e desafogar a ONG Viva Bicho, a Peludinhos, o Orfanato dos Gatos e outras ONGs dessa responsabilidade”, diz.
O foco é também começar um plano de causa animal na cidade, o qual, segundo Eduardo, hoje não existe.
“Não temos dados, a gente não tem microchipagem pelo município. A solução seria uma empresa terceirizada, nos moldes do que já é feito no Brasil inteiro, onde essa empresa vai empregar no plano de trabalho castrações em massa, porque a única solução de controle de natalidade de animais, e para acabar o abandono e desafogar as ONGs, é realmente castração. E aí vem as políticas públicas de responsabilidade com os tutores, microchipagem e cadastro dos tutores e pets. Depois, vem toda a parte de política pública de adoção. Mas o primeiro momento seria o Hospital Veterinário Público, com os atendimentos para as pessoas carentes. Essa é a pauta”, acrescenta Eduardo.
Ele explica que já levou essa questão ao Conselho Municipal de Proteção Animal e a prefeita Juliana Pavan também já está sabendo. Porém, estão há 60 dias esperando uma reunião com ela e não conseguiram ser ouvidos.
“Fomos para a Câmara e conseguimos essa reunião. Não podemos mais aceitar que uma protetora não tenha comida na mesa dela, porque ela trabalha para sustentar 60 gatos. Tem protetoras assim aqui em Balneário Camboriú. Para o município é muito fácil não empregar dinheiro para essa causa e é a única cidade aqui da região que não tem esse atendimento”, pontua, citando que Camboriú já tem uma clínica pequena e que é um passo grande.
“Não esperávamos que Camboriú fosse ter uma clínica antes de Balneário Camboriú. Chega a ser ridículo uma cidade como a nossa não ter um atendimento público veterinário, por acharem que nós não temos problemas de causa animal, sendo que a ONG Viva Bicho, hoje, abriga 600 animais, passa a maior dificuldade do mundo e temos uma demanda de protetores com, vamos dizer assim, mais um tantão quanto a ONG Viva Bicho, que se esses animais tivessem na rua ou se não tivessem com esses protetores, estariam com certeza lá dentro da Viva Bicho. Ficou muito fácil deixar isso para os protetores, que têm um coração bom, porque a gente não consegue ver o animal na rua, somos obrigados a dar atendimento veterinário para ele, e o município não tem gasto nenhum”, completou Eduardo.

