Moradora fez denúncias sobre o centro cirúrgico do Ruth Cardoso: “Um caos”

O superintendente da estadualização do hospital negou e explicou a situação

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Neste momento, no entanto, a campanha baixou o tom das declarações para evitar dar munição à oposição, que pode acusar Flávio de querer cortar direitos. Já o plano de governo oficial do candidato para a área fiscal é vago e ocupa poucas linhas entre as propostas gerais.

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Uma leitora procurou o Página 3 na manhã desta terça-feira (9) para reclamar sobre o centro cirúrgico do Hospital Ruth Cardoso. Ela, que solicitou anonimato, informou que estão sobrecarregando os funcionários que trabalham no centro cirúrgico.

Segundo a denunciante, o centro cirúrgico está com falta de funcionários e de leitos nas clínicas cirúrgica e médica. Por isso, os pacientes estão ficando até dois dias na sala de pós operatório dentro do centro cirúrgico. 

“Os pacientes ficam sem tomar banho, pois não tem banheiro para banho, e sem contato com familiares, pois não pode ficar com pertences no centro cirúrgico”, explicou.

A leitora informou ainda que tem três salas de cirurgia, sendo que era para ter apenas quatro leitos na recuperação. 

“Na sala que se chama SRPA (Sala de recuperação pós anestésica) de pré e pós, aqui no Ruth Cardoso tem 7 leitos, fazendo com isso superlotação. Muitas vezes tem 7 pacientes na SRPA e como não tem vaga ainda, ficam pacientes na sala cirúrgica aguardando leito”, acrescentou.

A denunciante definiu a situação como ‘um caos’ e disse que teria sido confirmado que quando a nova empresa assumir (a OS que está sendo contratada pelo Governo do Estado no processo de estadualização) o Ruth Cardoso não vai mais atender os moradores que irão entrar com urgência e emergência. 

“Serão passados para o Hospital Marieta, em Itajaí. No Ruth Cardoso só irá atender cirurgias eletivas”, completou.

O superintendente da estadualização nega

O Página 3 procurou o superintendente da estadualização do Ruth Cardoso, Leocádio Giacomello, que disse que as denúncias não procedem. 

“Existem aquelas pessoas que querem desestabilizar a estadualização. Não procede”, afirmou.

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Giacomello explicou que pode acontecer uma sobrecarga por conta da superlotação dos hospitais em geral e que não podem deixar de atender ou pôr em risco o paciente. 

“Temos a nossa capacidade, mas se for necessário temos que ir além para salvar vidas. Existem períodos sazonais”, acrescentou.

O superintendente reforçou que acredita que podem começar a surgir ‘denúncias e picuinhas por aqueles que querem desestabilizar a estadualização’ do Hospital Ruth Cardoso’.

“Somos um hospital de porta aberta e quando chegam os pacientes temos que atender. Não podemos nos omitir. Não procede que o Ruth Cardoso só atenderá cirurgias eletivas como foi citado na denúncia”, finalizou Giacomello.

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