O vereador Marcelo Achutti protocolou nesta segunda-feira (18) uma Moção de Repúdio contra a Organização Social Viva Rio, responsável pela administração do Hospital Regional Ruth Cardoso, em Balneário Camboriú.
O documento critica a forma como a OS vem conduzindo a gestão da unidade hospitalar.
Na justificativa da moção, o vereador aponta “graves e reiteradas notícias, denúncias e manifestações públicas” relacionadas à condução do hospital.
Em entrevista ao Página 3, Achutti afirmou que recebe reclamações constantes sobre falta de insumos, equipamentos sucateados e cancelamentos de cirurgias eletivas.
Segundo o vereador, um dos principais problemas relatados envolve falhas em equipamentos essenciais para o atendimento.
“Tem informação da falta de muitos equipamentos, que estão sucateados. O tomógrafo ficou quebrado por ao menos três dias e também houve um dia sem raio-X funcionando até às 15h. Não existe uma gestão eficaz”, declarou.
O vereador também criticou a ausência de investimentos anunciados desde a estadualização da unidade e afirmou que a população estaria sem canais claros para buscar soluções.
“Infelizmente as pessoas não têm mais a quem recorrer por não ser mais municipal, e eu estou atendendo. A minha cobrança é contra a Viva Rio, contra a forma que vem gerindo o Ruth Cardoso”, disse.
De acordo com Achutti, a moção foi aberta para assinatura dos demais vereadores na última quinta-feira (14), mas recebeu apenas duas assinaturas: a dele e a do vereador Asinil Medeiros.
“Estou fazendo meu papel porque recebo denúncias constantes. Quero ver qual vai ser a posição dos vereadores quando for para votação. Estou em vários grupos de WhatsApp, várias pessoas me mandam denúncias. Não entendo como só eu enxergo isso [a situação do hospital]”, afirmou.
Apesar das críticas à gestão da OS, o vereador disse ser contrário ao hospital voltar a ser municipal. Segundo ele, por se tratar de uma unidade regional, a responsabilidade deve permanecer com o Governo do Estado.
“Balneário Camboriú não tem que fazer saúde regional. Se abrirem outro hospital 24 horas e portas fechadas, só para atender moradores da cidade, tudo bem”, comentou.
A moção deverá ser apreciada pelo plenário da Câmara de Vereadores nas próximas sessões.
“Aí quero ver o que meus colegas vereadores vão falar. Porque ninguém mais fala do Ruth Cardoso, ninguém vê o problema, só falam da saúde básica, como se o Ruth estivesse ótimo… como que só eu vejo isso?”, completou.

