Campanha do Laço Branco destaca o papel dos homens no enfrentamento à violência contra mulheres

No Brasil, a urgência desse debate é alarmante, um dos países que mais mata mulheres no mundo. Só em 2025, 47 feminicídios foram registrados em Santa Catarina

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Os 21 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência contra Mulheres e Meninas seguem mobilizando instituições e lideranças em todo o mundo, trazendo reflexão, conscientização e ação diante de uma das mais graves violações de direitos humanos: a violência de gênero. 

Em Balneário Camboriú, a pauta terá espaço de destaque no dia 10 de dezembro, quando a diretora do Departamento de Políticas Públicas para as Mulheres, Anna Nienkötter, fará uso da Tribuna da Câmara de Vereadores, a convite do vereador Bola, para evidenciar a importância da Campanha do Laço Branco e reafirmar o compromisso da sociedade com o fim da violência contra mulheres e meninas.

Na última terça (25) aconteceu, na Secretaria de Assistência Social, a ação 21 Dias pela Vida: um momento de reflexão para o fim da violência contra mulheres e meninas. A diretora Anna salienta que o dia 25 de novembro é reconhecido mundialmente como o Dia Internacional da Eliminação da Violência contra a Mulher, é uma data de luta, mobilização e memória. 

“Instituída pela ONU em homenagem às irmãs Patrícia, Minerva e Maria Teresa Mirabal, brutalmente assassinadas em 1960 pela ditadura de Rafael Trujillo, a data se tornou um marco global de resistência e enfrentamento à violência de gênero. No Brasil, ela integra oficialmente a campanha dos 21 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência contra as Mulheres, que mobiliza o país para a conscientização, prevenção e enfrentamento dessa grave violação de direitos humanos”, conta.

Anna disse que a violência contra a mulher permanece como uma das violações mais urgentes e persistentes em todo o mundo. 

“Ela se manifesta de diversas formas: física, psicológica, sexual, moral, patrimonial, política e institucional, atingindo milhões de mulheres e meninas diariamente. Apesar de avanços legais e de políticas públicas, os números seguem alarmantes e reforçam a necessidade de ações contínuas, eficazes e articuladas”, comenta.

A diretora lembra que, em Balneário Camboriú, a Diretoria do Departamento de Políticas Públicas para as Mulheres e a Coordenação da Violência contra a Mulher trabalham diariamente em prol dessa luta. 

“Com ações de prevenção, acolhimento, orientação e fortalecimento da rede de proteção, buscamos construir uma cidade que acolhe, protege e garante dignidade às mulheres que enfrentam qualquer tipo de violência. Nosso compromisso é romper ciclos, fortalecer oportunidades, ampliar a informação e assegurar que nenhuma mulher caminhe sozinha”, informa.

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Laço Branco e Dia Internacional dos Direitos Humanos

No dia 10 de dezembro Anna irá falar na Câmara, sobre a campanha Laço Branco, que chama os homens para participarem da luta pelo fim da violência contra a mulher e evidencia a importância dos Direitos Humanos nesse contexto.

“A escolha da data é simbólica. O dia 10 de dezembro marca o Dia Internacional dos Direitos Humanos, lembrando ao mundo que a violência contra a mulher é, antes de tudo, uma violação direta desses direitos, do direito à vida, à integridade física, emocional e moral, à dignidade e à liberdade. Ao unir a pauta dos Direitos Humanos com a Campanha do Laço Branco, o município reforça que enfrentar a violência de gênero é uma responsabilidade coletiva, ética e institucional”, afirmou.

A Campanha do Laço Branco surgiu em 1991, no Canadá, após o Massacre de Montreal, quando um homem assassinou 14 mulheres motivado pelo ódio e pela crença na supremacia masculina. 

“Em resposta, um grupo de homens decidiu se posicionar publicamente contra qualquer forma de violência cometida por homens contra mulheres. O laço branco passou a representar o compromisso masculino de não cometer, não tolerar e não silenciar diante da violência de gênero. No Brasil, a urgência desse debate é alarmante. Ainda somos um dos países que mais mata mulheres no mundo. Só em 2025, 47 feminicídios foram registrados em Santa Catarina, número que escancara a gravidade da realidade e reforça a necessidade de que mais homens assumam uma postura ativa na prevenção e no combate às violências”, diz Anna.

Ao levar essa reflexão para a Câmara de Vereadores, Anna destaca que o Legislativo é um espaço estratégico nessa agenda, pois é onde nascem e tramitam projetos que visam proteger mulheres e meninas, fortalecer a rede de apoio e ampliar garantias de direitos. 

“Falar sobre violência contra mulheres dentro da Casa de Leis é reafirmar que essa luta diz respeito ao Estado, à sociedade e, principalmente, aos homens. A Campanha do Laço Branco é um chamado à responsabilidade e à construção de uma cultura de paz”, reforça a diretora.

A mobilização dos 21 Dias de Ativismo se encerra justamente no dia 10 de dezembro, conectando a pauta da violência de gênero com a defesa dos direitos humanos. 

“A fala na Tribuna consolida essa junção, lembrando que nenhuma sociedade pode se dizer democrática enquanto mulheres continuarem sendo agredidas, violentadas ou mortas por serem mulheres”, completa.

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