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Balneário Camboriú
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Secretário de Segurança aponta que furtos podem aumentar em Balneário Camboriú

Balneário Camboriú vive dias tranquilos, com poucas ocorrências policiais sendo atendidas pela Guarda Municipal A reportagem do Página 3 questionou o secretário de Segurança da cidade, Antônio Gabriel Castanheira Junior, que confirmou o fato, mas disse que isso pode mudar devido ao aumento de pessoas em situação de rua por conta do fim da Clínica Social (relembre aqui).

Calmaria pode parar

Segundo Castanheira, Balneário Camboriú está ‘realmente muito calma’ e que nos últimos dias ‘acontece uma coisa ou outra’, com poucas ocorrências atendidas pela Guarda Municipal e Polícia Militar. 

“Sabemos que daqui a pouco pode acontecer algum crime maior, como um assalto. Pode ser que essa situação tranquila ‘não se sustente’ muito, porque o número de moradores de rua está aumentando e isso nos preocupa, mas recentemente houve redução no número de furtos e roubos. O que temos ultimamente é o ‘tráfico formiguinha’, que é um problema que enfrentamos, com os traficantes sendo flagrados com pouca droga e aí caem como posse de drogas e não tráfico”, explica.

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Mesmo assim, Castanheira destacou que na última semana a Guarda Municipal cumpriu em Balneário seis mandados de prisão de pessoas que estavam foragidas da Justiça e também recuperaram alguns veículos que haviam sido furtados/roubados. 

“Na última segunda-feira (3) tive reunião com moradores no Bairro dos Municípios e as reclamações foram de perturbação do sossego alheio e aumento de moradores de rua. Convidamos mais de mil pessoas a ir e foram 16 somente, e normalmente vão muitas pessoas nessas reuniões. Ou seja, se a população estivesse muito insatisfeita, iria na reunião, ainda mais nesse bairro que é histórico o tráfico de drogas”, pontua.

Aumento de pessoas em situação de rua foi percebido pela comunidade

O secretário salienta que se preocupou com as reclamações sobre o aumento de moradores de rua, algo também percebido pelas forças de segurança e denunciado pela comunidade do Bairro dos Municípios – onde é corriqueiro a ida de pessoas em situação de rua ao bairro para comprar drogas. 

“A interação com a PM é muito importante nesse sentido porque dividimos a cidade e espalhamos efetivos, além de nos concentrarmos em operações, unindo informações e indo mais fortes. Sinceramente, tenho receio que furtos aumentem na cidade, porque aumentou o número de moradores de rua. Eu digo que são, na realidade, dependentes químicos em situação de rua. E está vindo mais gente assim para a cidade, e esse pessoal precisa de dinheiro porque não trabalham, podem até ganhar comida, mas precisam de dinheiro. A partir do momento que não conseguem valor suficiente para sustentar o vício em álcool e/ou drogas, partem para o furto, inclusive como já vimos acontecer em Balneário Camboriú e que pode acontecer novamente”, acrescenta. 

Aumento pode refletir em mais ocorrências

(Foto Renata Rutes)

Castanheira lembrou números de 2022, em uma ação que fizeram ainda antes da Clínica Social ser instalada, quando reuniram pessoas em situação de rua e mostraram o mapeamento que tinham desses homens e mulheres — muitos deles com passagens pela polícia e a maioria por furto e posse de drogas. 

“Na época estávamos com um índice alto de furtos pela cidade e gradativamente fomos reduzindo, dando atendimento na Clínica Social, oferecendo internamento para quem queria, buscando coibir o uso de drogas, e reduziram os furtos. Mas estamos em alerta porque se aumenta o número de pessoas em situação de rua, como vem acontecendo, aumentam os furtos. Estamos de olho nos índices e mantendo a estratégia de troca de informações e dividindo operações com a Polícia Militar. Quando ou se o crime ganhar destaque, nós já combatemos”, informa.

Clínica Social continua, mas com poucos atendimentos

Castanheira opina ainda sobre os casos de morte de morador de rua, como ocorreu nesta semana (relembre aqui), lembrando que com a Clínica Social conseguiam ‘ajudar mais pessoas’ porque todos que abordavam iam para a Clínica – eram medicados e passavam por avaliação médica e psicológica, mas o Ministério Público impediu que a GM seguisse atuando na Clínica e levando compulsoriamente as pessoas abordadas. 

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(Foto Renata Rutes)

“Quando levávamos todos, evitávamos que o pior acontecesse, e agora estando na rua, se a pessoa está mal, ela pode falecer. Hoje a Clínica Social está daquela forma, se o morador de rua não quer ir, ele não vai. A efetividade foi comprometida. Vamos nas rondas com o Resgate Social quando solicitam, mas não podemos atuar, não podemos auxiliar na abordagem. Já chegamos a atender 40 pessoas/noite, e agora tem dia que não atendem ninguém. A pessoa em situação de rua e dependente químico não se acha doente, não se acha viciado. São os efeitos da droga, o usuário não admite que tem vício. Nunca veem necessidade de tratamento e de receber avaliação médica e diagnóstico. Muitos têm doenças de pele inclusive, pois não tem como estar bem de saúde na realidade deles, usando drogas ou bebendo diariamente, vivendo na rua, sem tomar banho… vamos inclusive ter reunião sobre isso [aumento de moradores de rua] porque é um receio nosso o possível aumento de furtos”, completa.

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