O local, situado a cerca de 200 metros do CEM Alfredo Domingos da Silva e próximo a duas creches, vem sendo apontado por moradores como um novo ponto de concentração de usuários de drogas na cidade.
Segundo o vereador, a vistoria foi motivada após a proprietária da área procurar seu gabinete em busca de ajuda. Conforme relatado, o terreno é privado, cercado e possui inclusive arame farpado, mas tem sido invadido constantemente por pessoas em situação de rua e usuários de drogas.
De acordo com Naifer, a proprietária aguarda definições relacionadas ao Plano Diretor para dar andamento a um projeto imobiliário no local, mas enquanto a área permanece sem utilização, o problema tem se agravado.

“Primeiro começaram a utilizar a calçada ao redor do terreno. Depois abriram caminhos para dentro da propriedade e passaram a ocupar uma área de vegetação. Hoje praticamente moram no local”, relatou o vereador ao Página 3.
Durante a fiscalização, foram encontrados indícios de uso de drogas e sinais de que fios elétricos estariam sendo queimados para retirada de cobre. Segundo Naifer, a proprietária já teria acionado diversas vezes a Prefeitura e o Resgate Social em busca de uma solução.
“A proprietária não tem muito o que fazer. Ela entrou em contato com a prefeitura, com o Resgate Social, e eu também já fiz esses contatos. A situação vem sendo relatada há bastante tempo”, afirmou.
O vereador disse que a principal preocupação é a proximidade da área com unidades de ensino. Durante uma visita ao CEM Alfredo Domingos da Silva, ele observou a movimentação constante de pessoas entrando e saindo do terreno.
“Infelizmente, a gente já sabe que é uma nova cracolândia. O que mais assusta é que fica muito perto de uma escola e de duas creches. Quando chegamos ao local na segunda-feira estavam lá pessoas em situação de rua, que acabaram saindo”, relatou.
Naifer também afirmou que situações semelhantes vêm sendo registradas em outros pontos da cidade, como na trilha do Mirante de Laranjeiras e nas proximidades do elevado da Quarta Avenida, onde haveria acampamentos improvisados. Para o vereador, o caso exige uma ação integrada entre assistência social, segurança pública e fiscalização urbana para evitar que áreas sem ocupação acabem se transformando em focos permanentes de degradação e insegurança.
