O tema da dissertação de mestrado da turismóloga da Secretaria de Turismo de Balneário Camboriú, Luciana Vargas, apresentado na última semana, foi sobre a gestão dos destinos turísticos, sob a ótica da qualidade e sustentabilidade, na percepção dos stakeholders (os “atores”, ou seja, as pessoas envolvidas com o desenvolvimento do turismo nos destinos) da Região Turística Costa Verde & Mar.
No caso desta pesquisa são os participantes dos COMTUR – Conselhos Municipais de Turismo dos 10 municípios da região – Balneário Piçarras, Penha, Navegantes, Ilhota, Itajaí, Balneário Camboriú, Camboriú, Itapema, Porto Belo e Bombinhas.

Segundo Luciana, a gestão de destinos turísticos sustentáveis enfrenta desafios como a falta de planejamento integrado, a ausência de indicadores de desempenho e a dificuldade de alinhar qualidade dos serviços com práticas ambientais e sociais responsáveis através da articulação entre os setores público, privado e a comunidade.
“A pesquisa avaliou através de 26 indicadores teóricos utilizados no questionário, se os municípios já possuem em seu processo de gestão do destino, indicadores de qualidade e sustentabilidade, fatores que promovem e elevam a competitividade dos destinos de acordo com os estudos e a prática”, diz.
A pesquisa da turismóloga mostrou elevado grau de maturidade e capacidade técnica dos respondentes e equilíbrio entre a esfera pública x privada, o que denota a presença de um modelo de governança colaborativa nos municípios. Segundo Luciana, os resultados sugerem que a percepção sobre a gestão estratégica e sustentabilidade foi mais homogênea entre os municípios, enquanto a qualidade e a experiência do visitante são vistas de forma distinta, o que pode refletir desigualdades na maturidade institucional dos destinos.
“As contribuições práticas deste estudo oferecem um diagnóstico das condições da gestão pública do turismo na Região Costa Verde & Mar, podendo ser utilizado como subsídio direto para a formulação de políticas públicas mais eficientes e alinhadas com os princípios da sustentabilidade, gestão e qualidade”, explica.
Luciana comenta que o estudo identifica boas práticas, fragilidades e lacunas que podem orientar intervenções técnicas, investimentos públicos e ações estratégicas por parte das prefeituras e da própria Instância de Governança Regional.
“Em uma realidade composta por municípios de diferentes portes e níveis de maturidade institucional, o estudo avança na compreensão dos desafios e potencialidades da administração pública do turismo em contextos regionais. Nossa região turística é uma referência no país, unida e sempre a frente com projetos e ações conjuntas, mas a busca por melhoria na gestão dos destinos, atentos ao que os turistas buscam em equilíbrio ao que o residente está preparado e os destinos capazes de atender, é o ideal para que estejamos cada vez mais responsivos e qualificados, antecipando tendências”, completa.

