“Não admito obra bagunçada, tem que ter organização”, disse a prefeita sobre o entorno da obra na Praia Central

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A prefeita de Balneário Camboriú, Juliana Pavan, se reuniu esta semana (23) com as empresas responsáveis pela execução e fiscalização da macrodrenagem, para cobrar a falta de cuidado com o entorno da obra, problema já noticiado pelo jornal (relembre aqui).

Participaram da reunião a NAJ Empreiteira, responsável pela execução da obra; a Azimute, encarregada da fiscalização; e a Paulista Terraplanagem, empresa responsável pela demolição dos quiosques da orla.

Juliana teria sido bem dura na reunião e reclamou muito do entorno da obra.

 Prefeita reclamou muito do entorno da obra e quer tudo organizado até a temporada (Divulgação/PMBC)

“Eu fiz questão de mostrar no telão as fotos que eu mesma fiz da obra, pois eu fiscalizo. Não tenho dúvidas que a parte operacional/interna está sendo feita corretamente. Porém, a parte externa precisa de cuidado. E eu não admito obra bagunçada, tem que ter organização. Seguir cronograma. Zelo pelo espaço”, informou a prefeita ao Página 3.

O foco do encontro foi garantir um melhor aspecto visual, algo que os próprios moradores vêm cobrando da prefeita. Juliana afirmou que sabe que toda obra gera transtornos, mas que é preciso cuidar de todo o ambiente ao redor.

(Divulgação/PMBC)

“Limpeza, organização e capricho com o aspecto visual também devem fazer parte deste projeto. Eu cobrei de todos os envolvidos que eles tenham mais cuidado com o entorno da obra, tanto da parte da zeladoria como da parte da segurança também. Eu não admito o desleixo. Deixei isso muito claro. Eu estou acompanhando e inclusive cobrei que eles possam me entregar na sexta-feira (26) de manhã o cronograma atualizado do restante da obra”, explicou.

No cronograma de trabalho as empresas deverão detalhar tanto o planejamento das etapas de execução quanto às ações de manutenção do entorno do ‘canteiro de obras’.

Prefeita não gostou do que viu e cobrou providências (Divulgação/Leitor)

“Solicitei isso para avaliar o ritmo daqui para frente. As obras terão que ser paralisadas para o verão, e quero garantia de que estará tudo em ordem até lá. Estamos falando de Balneário Camboriú, do nosso cartão postal, não admito desleixo em nenhuma obra. Tem que ter começo, meio e fim. Cobrei agilidade, cuidado e atenção total de todos os envolvidos. Estamos a poucos meses da temporada”, completou Juliana.

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‘Não admito desleixo’, afirmou Juliana (Divulgação/Leitor)

Celesc também foi cobrada

A prefeita disse ainda que cobrou também da empresa que ganhou para fiscalizar a obra e pediu que abram o olho e façam bem o trabalho fiscalizando atentamente tudo.

“Cobrei da Secretaria de Obras, Planejamento e Emasa, que acompanhem de perto a parte técnica e juntos me enviem um cronograma, pois temos a instalação dos chuveiros, rede de esgoto, dos quiosques, pontos do salva-vidas, recuperar as calçadas que foram danificadas. Eu mesma liguei para a Celesc cobrando o por que estavam demorando para tirar os relógios que estavam desativados onde estavam os quiosques que também foram demolidos. Estava um perigo aquilo. Cobrei que fizessem aquilo imediatamente, pois estava muito perigoso aquilo lá. Foram lá e retiraram. As coisas estão acontecendo. Estamos com uma obra avançada, porém tem que ter cuidado com a zeladoria”, salientou.

Obra não chegará à Rua 2.000 até o verão

A prefeitura havia anunciado anteriormente que a macrodrenagem chegaria até a Rua 2.000 antes da temporada de verão, mas o secretário de Planejamento Urbano, Carlos Humberto Silva, informou ao jornal, ainda no fim de agosto, que isso não será possível.

A obra vai avançar até a Rua 51, na região da praça Almirante Tamandaré, onde será interrompida em novembro.

“Não tem como continuar em dezembro, porque é mês de Natal, de grande movimento, e precisamos evitar transtornos. A previsão agora é retomar as frentes de trabalho depois do Carnaval. Nesse período também vamos licitar o trecho sul, que levará a macrodrenagem da Rua 2.000 até a 3.920”, afirmou Carlos Humberto.

De acordo com ele, a decisão foi tomada após dificuldades encontradas nas últimas etapas.

“Na Rua 1.301 tivemos uma série de problemas durante a instalação dos extravasores. Isso atrasou e inviabilizou avançar até a 2.000 antes do verão. Por isso vamos parar na Rua 51, retomando depois da temporada”, acrescentou.

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