A cantora Eulina Ladewig Silveira, 95 anos, moradora de Balneário Camboriú desde 1992, faleceu nesta quarta-feira (5), em decorrência da idade.
A prefeita Juliana Pavan decretou luto oficial de três dias.
Catarinense de Tijucas, Eulina que trabalhou como escrivã cível do Judiciário, em Gaspar e Blumenau, sempre gostou de cantar. Na infância, cantava em eventos da escola e quando se aposentou da profissão, começou a cantar entre amigos, em festas, em corais da igreja e nos anos 60, em Blumenau cantou em público pela primeira vez.
Mas, quando se mudou para Balneário Camboriú, em 1992, firmou carreira como cantora, se apresentando em eventos municipais e sempre participando de encontros da Terceira Idade. Fundou o grupo Luzes do Atlântico, levando o show para várias partes do país. Em 1996 gravou seu primeiro CD e nunca mais parou.
Em Balneário Camboriú tornou-se conhecida como seresteira e apresentava-se todos os sábados na Praça da Cultura. Enquanto cantava serestas e boleros, todos dançavam.
Em setembro deste ano, em sua última entrevista ao Página3, Eulina disse:
“Faz 15 anos que canto na praça da Cultura dessa cidade, todos os sábados das 10 às 12 horas, para um público de pessoas 60+ que se diverte muito. Eles ficam muito felizes ainda dançam e muitas pessoas dizem que eu sou a “médica dos idosos”, pois naqueles momentos eles estão super alegres, não sentem tristeza nem dores, o que me deixa muito feliz e realizada também. Tudo isso faço por amor à arte”.
Eulina realizou seu maior sonho em novembro de 2021, quando apresentou o espetáculo ‘Agradecendo e Comemorando o Dom da Vida aos 91 anos’, no palco do Teatro Municipal de Balneário Camboriú.
Em julho deste ano, durante o Baile da Memória Viva, que fez parte das comemorações de 61 anos de Balneário Camboriú, a prefeita Juliana Pavan homenageou duas mulheres que fazem parte da história da cidade: Eulina Ladewig Silveira, 95 e a artista Aracy Salomoni, 98 anos.

Em 20 de julho deste ano, aniversário de 61 anos do município, em reportagem especial do Página 3 sobre a importante contribuição das mulheres no desenvolvimento de Balneário Camboriú, Eulina disse: “Canto para alegrar pessoas, esta é minha maior contribuição para a cidade que amei desde que conheci”.
Em 28 de setembro deste ano, a última entrevista de Eulina ao Página 3, em reportagem especial no Dia Nacional do Idoso, com o tema ‘Maiores de 60 ativos que vivem em Balneário Camboriú são exemplo porque fazem o que gostam’, Eulina disse:
“A importância de fazer o que gosto é muito gratificante, canto porque é o que mais gosto de fazer desde meus 56 anos quando me aposentei. Na época, sempre cantando em serestas em casas. Depois decidimos morar em Balneário Camboriú e aqui iniciei minhas apresentações de canto e serestas em eventos públicos, no Teatro Municipal e em várias cidades brasileiras”.
Em 18 de novembro 2021, o Página 3 publicou reportagem sobre o ‘maior sonho’ da cantora Eulina, o show solo, no Teatro Municipal, com o espetáculo ‘Agradecendo e Comemorando o Dom da Vida aos 91 anos’, onde falou sobre as nove décadas de vida da artista, os quase 50 anos de carreira e a reabertura do Teatro Municipal Bruno Nitz, que ficou 1 ano e oito meses fechado ao público por causa da pandemia.
Em 21 de julho de 2023 recebeu uma homenagem especial dos “Amigos na Praça”. Eulina cantou e desfilou seus trajes de shows
Em 20 de dezembro de 2016, Eulina recebeu o título de Cidadã Honorária.
Eulina era viúva de Celso Rafael Silveira, com quem casou em 1949. O casal teve três filhos, 4 netos e 4 bisnetos.
O velório está acontecendo no Crematório Vaticano e a cerimônia de despedida será às 16h.

