Caso envolvendo gestante em surto psicótico aconteceu no Hospital Ruth Cardoso

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Uma ocorrência delicada mobilizou a Polícia Militar na madrugada desta quinta-feira (18), no Hospital Regional Ruth Cardoso, em Balneário Camboriú. O caso envolveu uma gestante venezuelana, de 21 anos, com cerca de 36 semanas de gravidez, que estaria em surto psicótico e manifestava de forma reiterada a intenção de interromper a gestação.

De acordo com o relato do Major PM Márcio Leandro Favoretto, a PM foi acionada por volta das 2h da manhã, via Central 190, após a equipe do hospital solicitar apoio para preservar a vida da criança e garantir a segurança no local. Segundo Favoretto, a mulher apresentava comportamento agressivo e emocionalmente instável, alegando ter sido vítima de estupro e afirmando que não desejava manter a gravidez nem permanecer internada.

Ainda conforme Favoretto, a equipe médica tentou, desde o primeiro momento, preservar a integridade da gestante e do bebê, mas diante do quadro psicológico apresentado e da intenção declarada de aborto, foi necessária a permanência da PM no hospital para acompanhamento da situação.

Durante o acompanhamento, por volta das 5h da manhã, a gestante tentou se dirigir ao banheiro com a intenção de possivelmente tentar cometer o aborto, o que exigiu uma intervenção mais firme da polícia, em conjunto com a equipe de saúde, para contê-la. 

Favoretto destacou que em nenhum momento a mulher tentou esconder suas intenções.

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O Major informou ainda que havia uma recomendação ministerial anterior relacionada à interrupção da gravidez, porém não foi possível confirmar com precisão quando o documento foi emitido nem em que estágio do processo se encontrava. Mas como a gravidez já está bastante avançada, também é necessário considerar isto. A decisão foi de preservar a situação e aguardar uma determinação judicial, para definir os próximos passos (fica a cargo da justiça se terá o prosseguimento da interrupção da gestação ou se então a criança vai nascer, para haver também os procedimentos com o Conselho Tutelar e autoridades responsáveis).

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