O Plano Municipal de Cultura 2026-2036, em construção desde outubro do ano passado, inicia nesta semana uma nova etapa, com encontros nos bairros. Serão seis encontros, o primeiro deles, nesta quarta-feira (18), às 19h, no Galpão Linhares, na Barra, para ouvir as comunidades dos bairros São Judas e Barra.
O presidente da Fundação Cultural de Balneário Camboriú, Allan Schroeder, disse que foram convidadas as associações de moradores, coletivos de base cultural comunitária que atuam nessa região e reforçou que o encontro é aberto para a população em geral.
“É um momento muito importante para ouvir todos os cidadãos, afinal a cultura vai ter uma dimensão cidadã, é direito constitucional das pessoas e na construção de tudo que queremos para os próximos 10 anos, é importante essa participação”, disse.
Allan estendeu o convite para os próximos encontrões territoriais, que serão realizados no Nova Esperança (24/03), Vila Real, Iate Clube e Municípios (31/03), Centro e Estados (14/04), Nações, Ariribá e Praia dos Amores (21/04) e Praias Agrestes, em maio.
“Para cada etapa nós pedimos que as pessoas se mobilizem, que as lideranças comunitárias divulguem, que as associações de moradores estejam presentes, para que possamos ter um diagnóstico mais preciso possível”, segue o presidente.
Até agora foram realizados quatro encontrões no Teatro Municipal Bruno Nitz.
“Além de um encontro interno do Conselho Municipal de Política Cultural, realizamos quatro encontros no teatro, nos primeiros meses do ano, onde ouvimos as 11 linguagens artísticas das Câmaras Setoriais da Cultura e agora é hora de ouvir a população, que também pode participar preenchendo o formulário disponível online no site Culturabc.com.br
As 11 linguagens são: Fotografia, Audiovisual, Artes visuais, Teatro, Dança, Artes populares, Artesanato, Cultura alimentar, Patrimônio, Literatura e Música.
Após os encontros nos bairros, vai acontecer um Superencontrão, audiência pública, em maio, onde será apresentada a sistematização final.
“Depois em reunião que deve acontecer em meados do ano, o Conselho Municipal de Política Cultural vai aprovar, para encaminhar o documento para a prefeita Juliana enviar ao Legislativo”, detalhou Allan.
O PMC é um instrumento de planejamento estratégico que organiza, regula e norteia a execução da política municipal de cultura, com previsão de ações de curto, médio e longo prazo.
Lançado em 2015, o atual Plano Municipal de Cultura reúne um conjunto de metas e ações fruto de contribuições das conferências municipais realizadas entre 2009 e 2013, com planejamento para dez anos e revisão a cada quatro anos. Em 2019, o PMC foi revisado.
“A importância do Plano Municipal de Cultura é estabelecer o planejamento para os próximos dez anos, alinhando as diretrizes com o Plano Nacional de Cultura, e, respectivamente, alinhando cada diretriz às suas metas e ações, de modo que o poder público e a sociedade civil possam quantificar e estabelecer também indicadores de acompanhamento da implementação dessa política pública”, concluiu o presidente da Fundação Cultural.

