Polícia investiga catarinenses envolvidos em planos para invasão de prédios em Brasília

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(Texto produzido pela Coordenadoria de Comunicação Social do MPSC)

Na manhã desta terça-feira (04/08), o Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (GAECO), por meio do CyberGAECO, apoiou a Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), por intermédio da Delegacia de Repressão aos Crimes de Discriminação e Extremismo Violento (DPCEV), na deflagração da operação “Rede Interrompida”. A ação teve como objetivo o cumprimento de três mandados de busca e apreensão nos municípios de Blumenau e Corupá, em Santa Catarina. 

A operação integra investigação que apura a possível articulação de ações violentas com potencial risco à ordem pública e às instituições democráticas. 

As apurações tiveram início após o recebimento de relatório técnico elaborado pelo Laboratório de Operações Cibernéticas (CIBERLAB), do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP). Com base nas informações levantadas, a DPCEV instaurou inquérito policial e aprofundou a análise dos elementos relacionados aos investigados. 

Durante as investigações, foram identificadas comunicações que fazem referências recorrentes a Brasília como destino de uma mobilização planejada para o período eleitoral de 2026. Entre os conteúdos analisados estão discussões sobre invasão de edificações, definição de possíveis alvos, formação tática, recrutamento de participantes em diferentes estados, análise de mapas e compartilhamento de plantas arquitetônicas e modelos tridimensionais de prédios localizados na região central da capital federal. 

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Também foram identificados compartilhamentos de conteúdos relacionados à fabricação de artefatos explosivos, circunstância que motivou o aprofundamento das investigações e a adoção de medidas cautelares para preservação de provas. 

As diligências visam a apreender dispositivos eletrônicos e outros materiais de interesse investigativo, preservar evidências digitais, identificar possíveis envolvidos ainda não mapeados e esclarecer o grau de organização e o estágio de desenvolvimento das ações discutidas pelos investigados. 

Os materiais arrecadados serão submetidos à análise técnica e pericial. Os elementos obtidos irão subsidiar o avanço das investigações e contribuir para uma avaliação mais detalhada dos fatos apurados.    

GAECO e CyberGAECO   

O Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (GAECO) do Ministério Público de Santa Catarina é composto pela Polícia Civil, Polícia Militar, Polícia Penal, Receita Estadual e Corpo de Bombeiros Militar, e tem como finalidade a identificação, prevenção e repressão às organizações criminosas. 

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O CyberGAECO é uma força-tarefa especializada, inserida na estrutura do GAECO, que tem o objetivo de identificar, buscar prevenir e reprimir infrações penais praticadas em ambientes virtuais. 

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