O Instituto Federal Catarinense (IFC) – Campus Camboriú se manifestou oficialmente após a detenção de um servidor da instituição durante a Operação Infantius, realizada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (GAECO), do Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), por meio do CyberGAECO, em fevereiro (saiba mais aqui). A ação investiga crimes relacionados à exploração sexual de crianças e adolescentes no ambiente digital.
Segundo o IFC, o servidor foi afastado imediatamente de suas funções para a instauração de um Processo Administrativo Disciplinar (PAD). A medida, conforme a instituição, visa garantir a segurança da comunidade acadêmica, especialmente dos estudantes.
O Página 3 apurou que o investigado atuava como profissional técnico na área de agroindústria, não sendo professor. Ainda de acordo com a apuração, por se tratar de um caso em investigação, a instituição não pode realizar a exoneração neste momento, seguindo os trâmites legais previstos.
Em nota, o IFC destacou que adotou todas as providências cabíveis no âmbito administrativo e reforçou seu repúdio a qualquer forma de violência contra crianças e adolescentes. A instituição também reiterou seu compromisso com a proteção da infância e da juventude, ressaltando que não tolera condutas que atentem contra a integridade física, psicológica e moral desse público.
O instituto afirmou ainda confiar no trabalho das autoridades responsáveis pela investigação e no devido processo legal, colocando-se à disposição para colaborar com os órgãos competentes. O nome do servidor não foi divulgado, em razão do sigilo do processo.
